Polícia Civil conclui investigação sobre queda de câmera em Parque Olímpico

Foto: Divulgação

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a queda de câmera em Parque Olímpico, durante as Olimpíadas. O acidente ocorreu no dia 15 de agosto, por volta das 13h30, quando o cabo de movimento do sistema se rompeu. Na ocasião, oito pessoas ficaram feridas, dentre elas uma criança.

De acordo com a investigação, a empresa Olympic Broadcasting Services (OBS) era detentora dos direitos de imagem dos Jogos Olímpicos e, para fazer a cobertura do evento, divulgando as imagens, utilizava um sistema de câmaras por cabos suspensos. A instalação e manutenção dos equipamentos ficavam sob a responsabilidade da Empresa CAMCAT – Systems Gmbh, contratada pela OBS.

Ao longo de três meses de apuração, a delegada Carolina Salomão e sua equipe coletaram informações importantes e identificaram os responsáveis pelo crime. Apurou-se que os técnicos contratados pela Camcat: Daniel Goestch, Alexander Brozec e Thomas Schindler; o engenheiro da OBS John Arthur Pearce e o gerente geral das instalações do parqu, André Mendonça Furtado Mattos eram as pessoas que, no momento do incidente, tinham a responsabilidade de impedir o resultado ocorrido.

As empresas contratadas não elaboraram planejamento adequado para a segurança das pessoas participantes, apesar de ser um evento de porte internacional e da previsibilidade de eventual rompimento de cabos. Mesmo após o rompimento do primeiro cabo, os técnicos e demais responsáveis não se preocuparam com a possibilidade de rompimento dos demais, decidindo pela retirada apenas no período noturno, quando as atividades diárias já estivessem encerradas.

Destaca-se ainda que foi apurado que, mesmo que quisessem realizar o imediato reparo, isto não seria possível, uma vez que a única possibilidade de acessar o equipamento suspenso seria através de uma plataforma, contudo, em momento algum os responsáveis se preocuparam em deixar à disposição uma plataforma para situações emergenciais, como foi o caso, ou em estabelecer contato prévio com empresas que trabalhem neste ramo para acionarem caso necessário.

A delegada ainda explicou que os autores tinham o dever de impedir o resultado, uma vez que, em razão do contrato, assumiram a posição de agentes garantidores. Alexsander Brozec, Daniel Goestch, Hojn Arthur Pearce, Thomas Schindler e André Mendonça Furtado Mattos foram indiciados pelo crime de lesão corporal previsto no art. 129, caput, cominado com o art. 13, parágrafo segundo, ambos do Código Penal.

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