Polícia Civil cumpre novos mandados contra quadrilha de furto de combustível

Foto: Cida Alves / Manchete Online
Foto: Cida Alves / Manchete Online

A Polícia Civil do Rio realiza Operação Ouro Negro, nesta sexta-feira (5), para cumprir mandados de prisão preventiva contra dois empresários paulistas, identificados como sócios de uma refinaria clandestina. Também são cumpridos mandados de busca e apreensão em locais apontados como sede de uma outra refinaria e de uma transportadora, ambas utilizadas pela quadrilha em São Paulo.

O cumprimento dos mandados conta com o apoio do o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo. Foram denunciados à Justiça pelo GAECO-MPRJ, os irmãos Anderson Daniel Espego e Adelcio Rogério Espego pelos crimes de organização criminosa para a prática de furto qualificado de combustível e de petróleo cru. Os dois são apontados como administradores da Superoilbras.

Na empresa, durante a Operação Ouro Negro, foram encontrados mais de um 1,5 milhão de litros de petróleo. Segundo a denúncia, os irmãos recebiam o petróleo e o refinavam sabendo da origem ilegal. Também foi comprovado que eles mantinham contato com o denunciado Denilson Silva Pessanha (“Maninho” ou “Carioca”), ex-vereador em Duque de Caxias e chefe do núcleo Rio de Janeiro, que continua foragido.

Entre os documentos apreendidos, como notas fiscais, a investigação identificou forte vínculo da Superoilbras com as empresas CBR Indústria e Comercio Resinas LTDA e Belém Transporte e Representação Ltda, localizadas nos municípios de Artur Nogueira e Cosmópolis, respectivamente, e alvos da operação. Também são cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos acusados em Paulínia, também interior paulista. Os mandados foram deferidos pela 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

A denúncia oferecida  à Justiça demonstra que, apenas em 2016, o grupo desviou cerca de 14 milhões de litros e causou um prejuízo de aproximadamente R$ 33,4 milhões à Transpetro.  A quadrilha atuou entre junho de 2015 e março deste ano. Utilizavam a técnica da trepanação, que consistia na instalação de uma derivação clandestina na tubulação perfurada sem que haja a necessidade de fechar o abastecimento do produto. As ligações clandestinas foram instaladas em vários  terrenos em Caxias, Magé, Nova Iguaçu e, até mesmo, próximo ao Arco Metropolitano.

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