Polícia realiza diligências para encontrar envolvidos em estupro coletivo

Foto: Divulgação

A Polícia Civil realiza diligências nesta segunda-feira (16), para encontrar dois menores de idade envolvidos no estupro coletivo de uma menina de 12 anos na Baixada Fluminense. Entre os procurados, está o namorado da adolescente. 

Os investigadores negociavam a apresentação voluntária dos dois envolvidos desde quarta-feira (10), mas os rapazes não se entregaram. Quatro pessoas tiveram participação no crime. Um dos adolescentes apresentou-se à polícia na última terça-feira (9), na presença da mãe. Ele encontra-se no Departamento Geral de Ações Socioeducativas.

 
 

O crime ocorreu no fim de abril e a divulgação do vídeo foi feita na semana passada. Quatro rapazes foram identificados cometendo o estupro, um deles era namorado da vítima. De acordo com a delegada, o próprio namorado fez a filmagem. O vídeo tem 59 segundos de duração, mas as investigações apontam que a vítima ficou pelo menos uma hora no local.

De acordo com a delegada, os comandantes do tráfico de drogas que dominam a área onde ocorreu o crime expulsaram os demais envolvidos. “Se não comparecerem, iremos às ruas para cumprir os mandados de busca e apreensão”, informou a titular da DCAV. Ainda segundo a delegada, o tráfico, ao saber da divulgação do vídeo, expulsou os outros três envolvidos e suas famílias da comunidade para evitar a presença da polícia na região. As investigações apontam que os rapazes não tinham envolvimento com o tráfico.

Divulgação do vídeo é crime

O delegado Rodrigo Moreira, que coordenou as diligências, disse que o crime ocorreu na residência do então namorado da vítima. A casa estava vazia e intacta, sugerindo que a família teve que fugir do local por medo de represália do tráfico. Ainda segundo ele, algumas pessoas continuam divulgando o vídeo em redes sociais e, se identificadas, poderão responder criminalmente.“Quem recebeu este vídeo, apague, porque a simples posse desse vídeo também configura crime e só serve para espezinhar cada vez mais essa adolescente, que foi vítima e continua sendo vitimizada”, disse Moreira.

A delegada da DCAV informou que várias testemunhas foram ouvidas e que muitas tentaram desqualificar a vítima. “Principalmente nas comunidades mais carentes, há a tendência de se achar normal que uma criança de 11 anos, 12 anos já tenha iniciação sexual. Independentemente de consentimento, é estupro”, ressaltou.

A família da vítima havia desistido de ingressar no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM), mas as autoridades estão em conversas com os responsáveis legais da menina para que aceitem a medida protetiva. No momento, os parentes e a menina estão em local sigiloso e recebendo assistência jurídica, social e psicológica.

Informações da Agência Brasil

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