Portões são fechados para o Enem 2016; 8,6 milhões de estudantes farão as provas

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Os portões das escolas onde os 8,6 milhões de candidatos prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram fechados há pouco. As provas ocorrem hoje (5) e amanhã (6) em todo o país, com exceção das instituições de ensino ocupadas por estudantes em protesto contra medidas do governo federal.

No Distrito Federal, onde dez locais tiveram o exame adiado para 3 e 4 de dezembro, os familiares dos estudantes tiveram de lidar com o trânsito nas regiões próximas às provas. A organização do Enem divulgou por mensagem de texto e email aos candidatos que quatro prédios da Universidade de Brasília (UnB) onde eles fariam prova estavam ocupados.

Graduando de Química Tecnológica, Décio Bottechia, 22 anos, foi informado do adiamento, mas mesmo assim foi até um bloco ocupado na UnB conferir se não haveria mesmo a prova. Ele disse acreditar que as mobilizações atrapalham a organização do evento, mas concorda com as críticas à proposta que limita os gastos públicos, desde que sejam mais bem planejadas.

Como sempre, alguns jovens deixaram para a última hora e passaram sufoco pouco antes do fechamento dos portões, às 13h. Próximo à Universidade Paulista, na Asa Sul, os estudantes que chegaram no horário formaram uma fila espontânea de mais de cem metros para organizar a entrada.

Nesse primeiro dia, os estudantes vão responder a 90 questões de ciências humanas e ciências da natureza. Os candidatos terão quatro horas e 30 minutos para concluir as provas.

A área de ciências da natureza e suas tecnologias abrange os conteúdos de química, física e biologia. Em ciências humanas e suas tecnologias, as provas são de geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais.

Água milagrosa

Charliane do Nascimento da Silva, 22 anos, que pretende ser enfermeira, chegou em cima da hora por causa do engarramento nas proximidades da União Pioneira da Integração Social – Faculdades Integradas (Upis), na Asa Sul.

Por ter esquecido o documento de identificação no carro e a caneta preta necessária para a prova, teve de retornar ao local onde deixou o veículo, a 150 metros do local. No retorno, não pode mais entrar. “Eu não atrasei. Acontece que engarrafou. Estacionei e como precisava da caneta preta e do documento fui buscar no carro”, disse ofegante.

Do lado de fora, ambulantes aproveitaram para ganhar um dinheiro extra. Uma caneta preta e uma garrafa de água pequena eram vendidas por R$ 3. Um dos vendedores anunciava que a água era milagrosa. “Água da sorte. Tomo passou. Se tomar e não passar, devolvo o dinheiro”, gritava um deles.

Emanuela Ribeiro Carvalho, 16 anos, disse que está fazendo a prova como “treineira”, pois não fez o 3º ano do segundo grau ainda. “É muito importante fazer para treinar o tempo de prova, a logística e verificar o quanto a gente sabe ou quanto precisa estudar ter sucesso no futuro”, destacou.

Agência Brasil

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