Prefeitura de SP inicia programa que pretende zerar fila de espera por exames

A prefeitura da capital paulista deu início na noite de hoje (10) ao programa Corujão da Saúde, que tem por objetivo acabar, até meados de abril, com a fila de espera da rede pública para exames médicos em São Paulo. O programa conta com participação de hospitais privados que aceitaram realizar os procedimentos em horários ociosos da sua rede de atendimento – recebendo o valor da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

Até o momento, oito hospitais privados se inscreveram para participar do programa, entre eles o Hospital do Coração (HCor), o Sírio Libanês, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e a rede Lavoisier. Ao todo, a fila na capital paulista soma 485 mil pacientes em espera para o agendamento dos exames. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, há pessoas esperando há mais de três anos.

Os horários em que os exames serão realizados no programa variam de acordo com cada hospital. O Oswaldo Cruz atenderá a fila da prefeitura após as 22h. Já o HCor, onde o programa foi lançado hoje, atenderá a partir das 16h. A prefeitura prevê gastar cerca de R$ 17 milhões para esgotar a fila.

“A partir desta data, dia 10 de janeiro, deflagra-se um programa que, em 90 dias, de acordo com o secretário [municipal da Saúde, Wilson Modesto Pollara], nós estaremos zerando o déficit dos exames na rede municipal e, a partir de então, os exames serão realizados em caráter de normalidade, com prazo de 30 dias, pela rede pública municipal e, circunstancialmente, também pela rede privada e rede estadual”, disse o prefeito João Doria.

A paciente Elisabete Chagas foi uma das primeiras a realizar exames pelo novo programa da prefeitura. Ela chegou ao HCor às 18h10 e tinha agendamento para uma tomografia às 18h30. Ela foi atendida por volta das 20h20. “Eu acredito que a demora ocorreu por causa do lançamento do programa, mas o atendimento foi muito bom, eu não posso reclamar não”, disse.

De acordo com ela, o resultado do exame seria entregue ainda no mesmo dia. Ela contou que passou em consulta com um neurologista no Atendimento Médico Ambulatorial (AMA) Santa Cecília, na zona oeste da capital, em julho do ano passado. Desde então, aguardava para realizar o exame. Mas agora, com o exame feito, terá de entrar em uma nova fila para receber um diagnóstico.

“A partir de agora é um outro problema, é uma outra maratona. Tem de esperar mais dois meses. Eu consegui marcar o retorno com o neurologista só em março”, disse.

Agência Brasil

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