Presidente da Câmara de Vereadores do Rio vê dificuldades para Crivella

Com uma bancada de apenas quatro vereadores, entre um total de 51, o PRB, partido do novo prefeito Marcelo Crivella, pode vir a ter dificuldades no seu relacionamento com a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Para o presidente reeleito da Casa, vereador Jorge Felippe (PMDB), esse quadro vai exigir habilidade política da prefeitura.

“Diferente dos outros governos, em que os prefeitos tinham 10 ou 11 vereadores, o prefeito Crivella começa com uma bancada de quatro. A Câmara está muito dividida e ele vai ter que ter muita competência e trato” disse Felippe. “Não posso garantir que ele vai conseguir uma maioria absoluta, é muito prematuro. Mas vejo muita dificuldade. Ele terá mais dificuldade que Eduardo Paes”.

O presidente da Câmara, reeleito em chapa única para continuar chefiando a Casa, conduziu neste domingo (1o ) a cerimônia de posse de Crivella e do vice-prefeito, Fernando Mac Dowell. Também foram empossados hoje os 51 vereadores que representarão a população carioca até 2020.

Jorge Felippe disse que a governabilidade deve ser uma preocupação dos novos vereadores. “O momento é muito difícil. Não dá para ficar fazendo furo no barco”.

Secretário especial de Relações Institucionais da prefeitura, o deputado federal Luiz Carlos Ramos foi à posse e disse acreditar que Crivella contará com o apoio de 28 a 30 vereadores. Segundo ele, muitos ainda esperam para avaliar as medidas do prefeito para, então, se posicionar.

Ramos acredita que a disputa pela chefia das comissões pode mudar a configuração da Câmara, já que 33 vereadores reeleitos devem buscar manter suas posições, enquanto os que chegam e têm perfis semelhantes tentarão conquistá-las. O vereador João Mendes de Jesus (PRB), eleito para o terceiro mandato, acredita que a sua bancada tem uma missão de compor um grupo “que trabalhe em prol da cidade. Não é hora de fazer divisões que venham a prejudicar o nosso trabalho”.

Mais votado do Psol e segundo mais votado da cidade, o vereador Tarcísio Motta disse ver com preocupação os discursos de Crivella em defesa de cortes no orçamento. “Geralmente, [os cortes] significam perda de direitos, e isso não podemos permitir”, disse ele, que prometeu fazer uma oposição responsável. “Nossas prioridades serão a educação e a garantia de direitos”, afirmou.

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC), mais votado da última eleição, defendeu cortes de gastos e prometeu levar adiante o projeto Escola Sem Partido. “Há um sentimento forte nas ruas de que não só o Legislativo como o Executivo tem a necessidade de enxugar os gastos da máquina pública”.

Agência Brasil

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