Presidente da Colômbia diz ter três caminhos para aprovar acordo com as Farc

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que só convocará um novo referendo sobre o acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após o fim da nova rodada de negociações em Havana. A informação é da Agência Ansa.

Santos, que recebeu este ano o Prêmio Nobel da Paz, sofre pressão de setores políticos locais para marcar uma data o mais rápido possível, mas afirmou que isso ainda não ocorrerá.

Nesta quinta-feira (3), o chefe das negociações, Humberto de la Calle, viaja para a capital cubana a fim de apresentar as novas propostas adicionadas ao documento após conversas entre governistas e a oposição.

“Estamos construindo um novo acordo e esperamos tê-lo muito rapidamente. O que eu quero e o que o país necessita é que todo colombiano esteja a par desse esforço porque todos disseram, antes do referendo, que tinham o desejo de alcançar a paz. Estou certo de que estamos diante de uma magnífica oportunidade para unir o país em volta de um novo acordo de paz”, disse Santos em Londres.

O presidente, que fez uma viagem oficial à Grã-Bretanha, informou, em entrevista, que o novo referendo pode não ser feito nos mesmos moldes do anterior, em que a maioria dos colombianos votou pelo “não” à paz e que provocou espanto em todo o mundo.

Segundo Santos, assim que o governo colombiano e as Farc chegarem a um documento final, o acordo poderá ser apresentado ao Congresso sem votação pública, “fazer outro referendo” nos moldes do anterior, ou ainda “perguntar aos mais de 1,1 mil municípios se eles aceitam”.

Essa última modalidade, chamada em espanhol de “cabildo abierto”, seria uma reunião pública entre representantes do Poder Público e habitantes locais, para discutir o tema. A opção havia sido ventilada até mesmo por magistrados após a derrota no referendo. É que depois de os votos serem apurados, percebeu-se que as regiões que mais sofreram com o conflito votaram favoravelmente ao acordo de paz, enquanto as cidades mais centrais – em que não se registram conflitos constantes – votaram “não”.

ANSA

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