Presidente da Coreia do Sul sofre impeachment e abre crise

A Corte Constitucional da Coreia do Sul aprovou nesta sexta-feira (10) o impeachment da presidente Park Geun-hye, envolvida em um escândalo de corrupção.

O impeachment já tinha sido aprovado em 9 de dezembro pelo Parlamento e agora foi ratificado pela Corte com voto unânime dos oito juízes. Um novo presidente deve se escolhido em 60 dias. A decisão gerou protestos de apoiadores da mandatária e confrontos com a polícia em Seul, capital do país. Ao menos duas pessoas morreram.
   

As Forças Armadas da Coreia do Sul se colocaram em alerta e elevaram ao máximo o nível de vigilância, de acordo com a agência local de notícias Yonhap. O temor se baseia na instabilidade gerada pelo impeachment e pela crise institucional e política. Países da Ásia também tentam conter os efeitos do impeachment na região.

O ministro de Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida, disse que a cooperação e a coordenação política entre os dois países “permanecem como um indispensável recurso para manter a paz e a estabilidade na região”.

Já o primeiro-ministro e presidente regente Hwang Kyo-ahn lançou um apelo para que o país “trabalhe unido e supere as divisões”. “A Coreia do Sul é uma democracia liberal baseada no Estado de direito e todos devemos respeitar a decisão da Corte”, comentou.
   

Park Geun-hye foi a primeira mulher a ocupar o cargo político mais alto na Coreia do Sul e também sofreu o primeiro impeachment na jovem fase democrática do país de três décadas.

Aos 64 anos, ela assumiu a Presidência em 2014, após vencer a maior votação da história democrática da Coreia do Sul. Chegou ao poder apoiada por coreanos mais velhos, que acreditavam que ela seria uma versão contemporânea de seu pai, o ditador militar Park Chung-hee, tido como modernizador do país. Mas Park contrariou as expectativas e foi a líder mais impopular desde o final dos anos 1980.

A mandatária é acusada de permitir que uma amiga íntima de mais de 40 anos, Choi Soon-sil, filha de um líder de uma seita religiosa, exercesse influência em assuntos do governo, como nomeações, e usar sua relação para extorquir milhões de dólares de empresas do país.
   

O gabinete da presidente informou que ela passará toda a sexta-feira em seu escritório na Blue House e que não terá compromissos públicos. “Devido a alguns problemas em sua residência privada em Samseong-dong, ao sul de Seul, Park está impossibilitada de se transferir para sua caasa e permanecerá nas salas presidenciais”, disse uma fonte.

ANSA

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