Privatização da Cedae começa a ser discutida e votação deve ocorrer na terça

O projeto de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) começou a ser analisado na noite de quinta-feira (9) pela Assembleia Legislativa do estado (Alerj) e deve ser votado na próxima terça-feira (14), segundo o presidente da instituição, Jorge Picciani (PMDB). A proposta já recebeu 209 emendas.

A oposição tentou adiar a discussão da matéria obstruindo a votação de 27 vetos do Executivo a projetos de lei aprovados pela Alerj, etapa necessária para liberar a pauta. No entanto, Picciani convocou sessões extraordinárias e conseguiu dar início à análise da proposta.

A venda da Cedae é condição da União para assinar o plano de recuperação e servirá de garantia para a concessão de um empréstimo de R$ 3,5 bilhões ao estado do Rio.

“O que está se discutindo agora são as ações da Cedae como garantia para o pacote de recuperação fiscal de R$62 bilhões ao longo de 2017, 2018 e 2019. A única possibilidade que o Estado tem de colocar o salário dos servidores em dia”, disse Picciani ao defender a aprovação do projeto. “A base do governo é majoritária. Esse passo a ser dado na terça-feira será fundamental para colocar os salários em dia e ter uma previsibilidade dos salários em dia a partir do mês de fevereiro”, acrescentou.

Na segunda-feira (13), haverá reunião do Colégio de Líderes às 14h para discutir as emendas ao projeto e avaliar se há chance de entendimento para votação. Na terça-feira, a sessão extraordinária está marcada para as 10h.

Para o deputado Marcelo Freixo (Psol), a privatização da Cedae não resolverá o problema de caixa do governo do estado. “Sabemos que a Cedae deve melhorar o serviço, mas não é entregando a água para a iniciativa privada, entregando um patrimônio tão importante, uma empresa lucrativa que vai resolver o ajuste fiscal”, disse.

Agência Brasil

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