Rio: Secretaria de Educação pede que ação policial não ameace rotina de escolas

Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro divulgou hoje (6) uma campanha que pede um protocolo de não violência para as escolas. A mobilização começa cerca de uma semana depois da morte da estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, dentro da Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, na zona norte.

“A Secretaria de Educação, Esportes e Lazer, da capital, solicita à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando-Geral da Polícia Militar, ambos do estado, audiência para a formalização de protocolos claros e rígidos, elaborados em comum acordo, para que a ação policial não ameace a rotina das escolas e a vida de seus integrantes”, diz o texto que divulga a campanha, que contará com um abaixo-assinado.

A secretaria pede também que os comandantes dos batalhões da Polícia Militar recebam representantes das comunidades escolares de suas áreas. O objetivo dos encontros será debater a situação em cada localidade e oferecer garantias públicas de que estes protocolos de não violência sejam respeitados. “As escolas têm de ser lugares de paz”, diz o órgão.

“Muitas de nossas 1.537 escolas situam-se em áreas conflagradas, em que o poder público não mais exerce controle territorial efetivo. Facções criminosas ditam as regras do cotidiano, frequentemente em conflito entre si. Incursões policiais, violentas e inúteis, causam vítimas inocentes e agravam a situação”.

O texto também foi postado no perfil do secretário municipal de educação, Cesar Benjamin, no Facebook. Na rede social, ele acrescenta que não conseguiu ser recebido por autoridades da área de segurança pública do Rio de Janeiro.

Reabertura da escola

Um culto ecumênico reabre hoje (6) a Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, onde a estudante foi morta a tiros durante uma atividade de educação física.

O ato deve contar com representantes de outras escolas e também jogadores do time de basquete do Flamengo. Maria Eduarda tinha medalhas em competições estudantis de basquete e era fã dos atletas do clube. O secretário municipal de Educação, César Benjamin, também deve comparecer.

Segundo a secretaria, todas as escolas da rede municipal farão um dia de mobilização pela paz e contra a violência, com debates sobre o tema.

Agência Brasil

Joias Nativas

1 COMENTÁRIO

  1. Se a SME não consegue ser recebida “por autoridades da área de segurança pública do Rio de Janeiro”, imagine como o governo do Estado (não) interage com o SEPE… Lembram da ocupação que profissionais da Educação fizeram na Câmara Municipal em 2013? Pois é… Qual foi a postura do governo Municipal? O prefeito, o presidente da Câmara dos vereadores e o secretário da SME se negaram a negociar o tal plano de carreira inadequado para a categoria com o SEPE e mesmo o prefeito Paes não se dignou a ouvir nenhum dos vereadores ou deputados estaduais que se disponibilizaram a intermediar as negociações. Pois bem, enquanto o SEPE estava negociando com a autoridade responsável pela PMERJ a desocupação pacífica da Câmara, o que ocorreu? O BOPE recebeu ordem (de quem terá sido?!) de invadir o prédio e forçou a desocupação utilizando violência totalmente desnecessária, posto que a desocupação estava sendo NEGOCIADA. Ficou claro que o governo não está atento às necessidades da População, não dialoga com os Servidores nem entre suas diversas instâncias (municipal, estadual, federal) e não há diálogo entre os poderes (pois o STF age corporativamente, advogando em causa própria exigindo arresto apenas para pagamento de seu próprio salário enquanto as outras categorias- Saúde, Segurança, Educação, Administrativa, Aposentados- ficam sem receber). Ora, o arresto é relativo ao dinheiro Público desviado, então deve ser utilizado para o pagamento de TODOS os Servidores… ou não?! Além disso por que não destinar logo o montante absurdo deste desvio para outros setores Públicos que atendem à População do estado do Rio de Janeiro?! Para quem estará sendo guardado este dinheiro?!… Alguém tem uma explicação?…
    Andréa P.L. de Oliveira, professora da rede pública do Município e do Estado do RJ

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