Surpresa na Eurocopa de 2016, Islândia busca milagre na Copa

Time disputa a Copa do Mundo pela primeira vez

Depois de chegar às quartas de final na Eurocopa de 2016, a seleção da Islândia tentará melhorar sua marca no Mundial de 2018, na Rússia.

Assim como o Panamá, a seleção islandesa fará sua primeira participação na Copa do Mundo, tendo caído no grupo D, ao lado da Argentina, Nigéria e Croácia.
A tarefa de passar da primeira fase será difícil, mas a equipe treinada por Heimir Hallgrimsson, um dentista que treinava em suas horas extras a seleção feminina da Islândia, tentará liderar o país nórdico a operar outro milagre.

A Islândia, juntamente com sua apaixonada torcida, já tem a simpatia do público e deverá ganhar torcedores de outras nações ao longo da competição. A marca registrada da seleção é a sua comemoração após as partidas, o famoso “Hú!”, um grito de guerra que move os 320 mil habitantes do país.

O sucesso do futebol islandês tem sido chamado de uma mistura de talento e entusiasmo, tanto que alguns jogadores atuam nas principais ligas da Europa, como o atacante Gylfi Sigurdsson, do Everton, da Inglaterra. No entanto, até algumas temporadas atrás, atletas do país conciliavam o futebol com outra profissão.

Um caso especial é o do goleiro Hannes Thor Halldorsson, de 34 anos, que dividia a profissão de jogador com o de diretor de televisão e roteirista. Porém, a paixão pelo futebol falou mais alto. Atualmente, ele defende o Randers, da Dinamarca.

Para o futebol virar de fato uma profissão, a Islândia começou nos anos 90 a revolucionar o esporte no país, com uma série de investimentos em melhorias nas condições de treinamento, campos aquecidos para evitar a neve, e principalmente, na formação de treinadores com currículos da Uefa.

Os clubes do país, que eram amadores, passaram a buscar profissionais cada vez mais qualificados e, desse jeito, foram estruturando o futebol local.

Dos 23 convocados para a Copa do Mundo, apenas um joga no futebol islandês. O restante do elenco atua na Inglaterra, Itália, Rússia, Bélgica, Alemanha e Holanda.

(ANSA)

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