Tabela Salarial, a ferramenta de administração dos salários

Tabela salarial é onde ficam estruturadas as classes, níveis e salários das famílias de cargos. É o local em que podemos contemplar a estrutura salarial por faixas e níveis e onde será permitido que se tenha evoluções horizontais e verticais, amparadas por critérios preestabelecidos.

Na tabela salarial, podemos visualizar as hierarquias e administrar toda a evolução dos salários dos colaboradores através de um sistema chamado: meritocracia.

O sistema de meritocracia privilegia os colaboradores que tenham melhores desempenhos e apresentem resultados significativos para a empresa. Ele permite a justiça interna e facilita o entendimento da valorização da mão de obra qualificada, gerando retenção de talentos na empresa.

Tabela

Na Tabela acima, temos um exemplo de uma tabela salarial bem “enxuta”, onde se contemplam as classes, famílias, grades, pontos e níveis salariais.

Podemos reparar que a tabela supracitada determina 7% de evolução por nível na faixa e possui uma amplitude total de 40,25% entre os níveis A e F. Podemos posicionar os salários dos cargos dentro da classe correta e no nível ideal.

A estrutura da tabela salarial vai depender muito da empresa em que será implantado o plano de remuneração. Não existe uma regra única, mas em todas elas deverão ter classes, famílias, grades, pontos e níveis salariais, pois isso facilita a administração dos salários pelo RH.

CLASSE SALARIAL
A classe salarial é onde ficam agrupados os cargos de mesma família. Na classe 1, por exemplo, ficariam agrupados todos os cargos de menores resultados na avaliação, aqueles mais operacionais, como auxiliares, operadores, etc.

Lógico que a quantidade de classes irá variar de acordo com a empresa. Logo, não podemos rotular nomenclaturas e padrões de cargos para cada classe, mas basicamente funciona assim:

  1. Classe 1 – Os mais operacionais.
  2. Classe 2 – Também são operacionais, mas já exercem alguma autonomia.
  3. Classe 3 – São aqueles que, além de possuir mais autonomias que os anteriores, já  
  4. realizam análises e passam para os gestores.
  5. Classe 4 – Normalmente são classes voltadas para líderes ou supervisores.
  6. Classe 5 – São aquelas normalmente ocupadas pelos gerentes, que em alguns casos são  
  7. ]desdobradas em mais uma ou duas classes.
  8. Classe 6 – Cargos de direção ou superintendências.

Irá existir empresas que não têm uma distinção tão grande entre analistas e coordenadores, o que pode os colocar em classe iguais, porém em níveis diferentes, como na Tabela 6. Um outro ponto são empresas que ainda têm as nomenclaturas júnior, pleno e sênior; estas poderão desdobrar mais ainda a quantidade de classes, podendo chegar a 12 ou 13.

FAMÍLIAS DE CARGOS
Ao contrário do que muitos pensam, as famílias de cargos não serão necessariamente agrupadas pelas nomenclaturas, mas sim pelo valor que o cargo exerce dentro da organização. Um exemplo bem típico é o caso do analista de sistema. Não é porque ele tem na nomenclatura “analista” que ele ficará agrupado na família de analistas. Logo, o que “manda” é a avaliação de cargos. As famílias serão criadas por faixas de pontos e não pela mesma nomenclatura.

No caso de avaliação por escalonamento, onde não há pontos mas há também uma estrutura valorada, também o critério terá que ser o retorno que o cargo dá e não a nomenclatura. Nesse caso, não haverá faixas de pontos, mas haverá as famílias separadas dentro do critério supracitado.

Joias Nativas
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André do Carmo
Diretor da RH Sênior Consultoria e Treinamento, Professor e Consultor de recursos humanos, administração e finanças, especialista em sistemas de recompensas como: cargos e salários, remuneração variável, benefícios e avaliação de desempenho. Atuou em grandes empresas com destaque para: PricewaterhouseCoopers, Coca-Cola e Banco Safra S/A, onde desenvolveu diversos projetos na área administrativa, financeira e de recursos humanos. Especialista em recursos humanos e administração estratégica, ministrou aulas em MBA de Gestão de Pessoas na Unigranrio e SENAC – FATEC, em disciplinas voltadas para cargos e salários e avaliação de desempenho.

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