“Tagarelando” estreia no Centro Cultural Justiça Federal

Foto: Anderson Pereira

De 18 de março a 07 de maio, PORTÔ – Coletivo de Arte apresenta, no Centro Cultural Justiça Federal, o infantil “Tagarelando”, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 16h. Com texto e direção de Wanderson Rosceno, a montagem faz uma reflexão sobre a amizade e a felicidade.

A encenação aposta no misto de linguagens – circo, contação de histórias, repente, cordel – aliada a uma concepção cênica com elementos cenográficos leves e versáteis, para contar a história dos Saltimbancos nordestinos Severino (Fábio Lacerda) e Catirina (Bárbara Abi-Rihan). Antigos amigos, agora rivais, a dupla encontra-se diante de um público que aguarda uma apresentação. Mas nada começa. Os dois se aproveitam do espaço e iniciam uma disputa através de um repente e de estripulias para ganhar o público. O impasse os leva a decidirem por fazer uma apresentação juntos.

Desta forma, contam e representam a história de uma cidade chamada Argeron onde Suez, o Deus do Vento que faz a Curva, está prestes a destruí-la, pois a Amizade e a Felicidade foram embora dali. Calif, o governante, envia seus dois filhos Kadan e Farunk para resgatá-las. Os dois irmãos, também rivais, vão em busca da salvação da cidade. Começam então uma viagem divertida e cheia de descobertas. Os dois se encontram diante do Guardião das esferas da Amizade e da Felicidade, porém terão que se unir para resgatá-las.

“Acreditamos que através da educação e da cultura somos capazes de desenvolver o senso crítico de uma criança, sem privá-la de ter acesso às informações de toda natureza. Como falar, por exemplo, com elas, sobre a crise no país? E sobre as guerras no mundo? Colocá-las em bolhas de proteção seria prejudicial ao desenvolvimento de sua generosidade, de sua compaixão. Buscamos, por meio da poesia, tratar de temas importantes, despertando nessas crianças o interesse por tudo que acontece à sua volta, salientando que cada um, mais do que um indivíduo, é parte de algo muito maior”, destaca Wanderson

Com direção musical de Fábio Lacerda, a trilha sonora original, executada ao vivo pelos próprios atores – que cantam e tocam violão, pandeiro, triângulo, darbuka e chocalhos de canela -, traz para o palco as influências da música árabe sobre a nordestina. “Há várias semelhanças musicais entre as duas culturas, entre elas, o duelo em cima de versos. No espetáculo buscamos destacar os ritmos de origem árabes mesclados com o cordel, o repente e o aboio”, afirma Fábio.

SINOPSE

Os saltimbancos Justino e Catirina esquecem a rivalidade entre si e se unem para salvar a pequena cidade de Argeron, prestes a ser destruída por Suez, o Deus do vento que faz a curva. Para restabelecer a harmonia no povoado em conflito, a dupla precisa resgatar a Felicidade e a Amizade, duas esferas que estão em poder de um Guardião. A encenação aposta em uma linguagem mista – circo, contação de histórias, repente, cordel – aliada a uma concepção cênica com elementos cenográficos leves e versáteis.

SERVIÇO

Gênero: Infantil

Temporada: 18 de março a 07 de maio, sábados e domingos, às 16h.

OBS: Não haverá espetáculo no dia 29 de abril.

Local: Centro Cultural da Justiça Federal – CCJF –

Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro

Duração: 60 minutos

Ingresso: Inteira R$ 20,00 | Meia R$ 10,00

Capacidade: 141 lugares

Faixa etária: Livre

Texto e direção: Wanderson Rosceno –

Baseado em “As aventuras de Kadan e Farunk” de Berto Matys

Elenco: Bárbara Abi-Rihan e Fábio Lacerda

Direção Musical: Fábio Lacerda

Direção de Movimento: Wanderson Rosceno

Direção acrobática: Bárbara Abi-Rihan ,Fábio Lacerda/ Colaborador: Palu Felipe

Assistência de direção: Bárbara Abi-Rihan

Cenário, figurino e caracterização: Wanderson Rosceno

Iluminação: Luan de Almeida

Fotografia e vídeo: Anderson Pereira e Wanderson Rosceno

Programação Visual Fábio Lacerda

Mídias Sociais: Bárbara Abi-Rihan

Produção:: Anderson Pereira

Assistência de Produção: Farley Matos e Sérgio Santal

Assessoria de Imprensa: Lyvia Rodrigues\Aquela que Divulga

Realização: PORTÔ – Coletivo de Arte

PORTÔ Coletivo de Arte

PORTÔ teve sua origem a partir do encontro de artistas com formação na Escola de Teatro Martins Penna, nos cursos de Artes Cênicas da UNIRIO e no Circo Crescer e Viver. O coletivo pesquisa no teatro, na dança e no circo, a expressividade, a poesia e o desafio do corpo. O Centro Cultural Justiça Federal será o palco de estreia do PORTÔ, com a apresentação de duas montagens inéditas: O Infantil Tagarelando, projeto de contação de histórias, que há mais de quatro anos vem se aperfeiçoando nas escolas infantis, agora estreia no formato espetáculo. E o adulto “Martírio dos Ratos”, idealizado em março de 2014, a partir da criação de um Núcleo de Pesquisa da Fisicalidade do Ator e que teve sua montagem viabilizada pelo Programa de Fomento às Artes da Prefeitura do Rio de Janeiro 2016, sendo parte do seu processo de construção realizado no formato work in progress nas arenas cariocas e na UNIRIO. Surge assim, em 2016, PORTÔ- coletivo de arte focado no desenvolvimento de uma disciplina teatral cujo principal elemento cênico é o corpo em movimento.

WANDERSON ROSCENO – Autor e diretor

Ator formado pela Escola Técnica de Teatro Martins Pena. Licenciando em Ensino do Teatro pela UNIRIO, onde desenvolve uma pesquisa de conclusão de curso em teatro físico. É palhaço integrante da Enfermaria do Riso, programa de palhaço em hospitais. Atualmente está atuando nos espetáculos “Martírio dos Ratos”, de Iremar Brito, onde atua e dirige junto com Luan de Almeida, “Palavra de Palhaço” direção: Ana Achcar, e com o infantil “Tagarelando” no qual é autor e diretor. Integrou o elenco de AMOK TEATRO, atuando no último espetáculo da trilogia da guerra: “História de família”. É fundador do Coletivo de arte Portô. Atuou também nos espetáculos: “A vida é Sonho”, de Calderón de La Barca, Direção: de Marcos Henrique Rego. “Noites Brancas” de Dostoiévski, direção: Rogério Rasées.”Rasga Coração”, de Vianinha – Direção coletiva. Dirigiu e atuou em “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, e dirigiu os infantis “O Brilhante Mágico” ; “ZIG-ZAG- ZUM”; e os esquetes premiados, “Nanã” de Patativa do Assaré e “Bilhete da Sorte” de Anton Tchekhov. Atualmente, dirige o espetáculo “Vermelho amargo” de Bartolomeu Campos de Queirós com estreia prevista para o primeiro semestre de 2017.

Bárbara Abi-Rihan – Atriz

Formou-se em 2011 na Escola de Teatro Martins Pena. Cursa o último ano do Programa de Formação do Artista Circense do Circo Crescer e Viver e é bacharelanda em Estética e Teoria do Teatro pela UniRio, onde também é bolsista do projeto “Escritos sobre o teatro de Jacques Rancière”, sob orientação da professora-doutora Vanessa Teixeira de Oliveira. Trabalhou com Luiz Fernando Carvalho, André Paes Leme, Susanna Kruger, Marcos Camelo, Tino Sehgal, Luiz Fernando Lobo, João Batista, Amir Haddad, Leila Hipólito e Gilberto Gawronski. Acumula três prêmios e três indicações como Melhor Atriz em Festivais de Teatro pelo Brasil com espetáculos diversos e foi diversas vezes destaque nas críticas especializadas de espetáculos de que participou por nomes como Bárbara Helio Dora, Rodrigo Monteiro, Hikari Amada e Leonardo Simões. Em 2013 foi contemplada com o edital de Intercâmbio e Difusão Cultural do MINC para viagem teatral e apresentação em Manaus-AM junto com Multifoco Companhia de Teatro.

Fábio Lacerda – ator

Formado pela Escola Teatro Martins Penna, cursa o quarto módulo do Programa de Formação do Artista Circense do Circo Crescer e Viver onde foi um dos 32 contemplados de todo o Brasil pelo Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo 2015, como bolsista para incentivo de um ano de formação. Na mesma instituição, integra os projetos “Circo Social”, destinado a crianças das comunidades do entorno e “Circo Sem Limites”, voltado para deficientes de diversas naturezas, ambos como artista-educador. Professor de acrobacia no SESC-Barra Mansa, já ganhou diversos prêmios e editais como ator e bailarino. Integrou o projeto “Um caminhão para Jorge Amado”, da Fundação CSN, que viajou pelo Brasil passando por quatro estados e mais de cinquenta cidades de 2009 a 2011. Seus trabalhos mais recentes são: o espetáculo de circo “Gira”; “A Louca do Jardim” dirigido por Luiz igreja, “Boca de Ouro”, contemplado pelo Projeto Novas Cenas 2012 do Governo do Estado e “Tagarelando”, apresentado em Rio do Sul/SC.

 

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