Terremoto no Chile pode ser parte de um ‘enxame sísmico’

O forte terremoto que atingiu a região de Valparaíso, no Chile, nesta segunda-feira (25) pode ter sido fruto do que os especialistas chamam de “enxame sísmico”, um fenômeno que, diferentemente de um abalo sísmico “normal” não tem um grande tremor e uma sequência de réplicas.

O enxame é quando há uma sequência de tremores, de intensidades e profundidades similares, mas sem ter um “terremoto principal”. Apesar de haver divergências entre os sismólogos chilenos sobre o fenômeno, a região de Valparaíso vem sofrendo com mais de 100 tremores desde o último sábado (22), com um de 5,9 graus na escala Richter naquele mesmo dia e o de ontem, que chegou a atingir 6,9 graus segundo o centro sismólogo da Universidade do Chile.

Em entrevista ao jornal “Publimetro”, a engenheira sísmica da Universidade de Santiago, Paulina González, destacou que para ser considerado um “enxame sísmico” os tremores precisam seguir por “uma ou duas semanas ao menos”. Como neste caso a sequência vem ocorrendo desde o sábado, ela ainda considera que o que ocorreu ontem foi uma réplica do tremor de 5,9 graus. Mas, González disse que os especialistas estão acompanhando com atenção a situação em Valparaíso.

Isso porque a área é conhecida por sofrer com muitos terremotos, já que fica próxima à Placa de Nazca – que constantemente colide com a Placa Continental, também conhecida como a Placa Sul-Americana. Esse atrito entre as duas placas é a responsável por causar tantos tremores no local. No entanto, apesar do alto grau dos tremores, nenhum dano grave ou vítimas foram registradas desde o início da série de terremotos.

ANSA

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