Tiroteio mata 3 militares norte-americanos na Jordânia

Três soldados norte-americanos foram mortos em uma troca de tiros em frente a uma base militar no sul da Jordânia, país aliado dos Estados Unidos na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis). O episódio foi confirmado pelo Pentágono e pelo governo de Amã, mas os seus detalhes ainda foram divulgados.

A versão oferecida pelas forças de segurança do país árabe exclui que o incidente tenha sido terrorismo. Segundo fontes do governo da Jordânia, que não quiseram revelar sua identidade, o carro no qual os norte-americanos viajavam desrespeitou a ordem de parar na área de entrada da base aérea Príncipe Faiçal, na região de Al-Jafr, a 250 quilômetros de Amã.

Acredita-se que foi neste momento que um soldado jordaniano abriu fogo contra o trio. Em um comunicado enviado à ANSA, a embaixada dos Estados Unidos na capital do país se limitou a dizer que Washington está trabalhando com as autoridades da Jordânia para resolver o caso. Além disso, uma fonte do Pentágono, que também quis manter o anonimato, disse que um dos militares norte-americanos morreu na hora e que os outros dois faleceram no hospital devido à gravidade de seus ferimentos.

A Jordânia, que recebe anualmente ajuda militar de cerca de US$ 1 bilhão dos EUA, é um dos países árabes que participa da coalizão internacional, coordenada pelos Estados Unidos, contra os EI. No entanto, ao mesmo tempo, dezenas ou até centenas de jordanianos se uniram ao grupo terrorista na Síria e no Iraque nos últimos meses e, no país, são fortes os temores de possíveis atentados.

Há cerca de um ano, dois militares norte-americanos, um sul-africano e três jordanianos foram mortos na periferia de Amã por um chefe de polícia, que também acabou sendo morto. Naquela ocasião, o governo da Jordânia afirmou que o caso se tratou de um incidente isolado de um oficial que tinha problemas “psicológicos e econômicos”.

ANSA

 

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