Toz Viana apresenta o “Povo Insônia” nos 25 anos do projeto “Os Amigos da Gravura”

Família Insônia_ 300x200cm_Técnica mista sobre tela_Foto Bruno Bogossian

Tomaz Viana – Toz – vive e trabalha no Rio de Janeiro, mas nasceu e cresceu em Salvador da Bahia. Suas origens baianas sempre o influenciaram e com a criação do seu último personagem, Insônia, em 2010, Toz materializou suas raízes em uma criatura mística, entidade das noites perdidas. A partir de então, o Insônia foi ganhando vida, história, atributos, acessórios e uma cultura própria.

Influenciado pelos cantos, danças, ritos e passagens da cultura afro-brasileira, o artista pede licença para apresentar sua mais nova exposição “Povo Insônia”, que ocupará o Museu Chácara do Céu de 14 de setembro a 29 de janeiro de 2018. A concepção da exposição dialoga com as origens imaginárias desta tribo que faz eco à identidade brasileira e à riqueza de todas as influências culturais dos diversos povos que, ao chegarem ao Brasil, participaram da construção dessa identidade diversa.

Nascido nos muros da cidade, o Insônia sai das paredes para ganhar vida nos mais diferentes suportes. Tecidos, cerâmicas, telas, fotografias, manequins e uma instalação sonora estarão espalhados pelos quatro cantos da Chácara. Nas três salas de exposição temporárias serão apresentados trabalhos exclusivos sobre tecidos, telas, fotografias e objetos. Na sala de jantar e na biblioteca, manequins pintados e vestidos, sentados e em pé, saudarão os visitantes. No jardim, os visitantes poderão participar de uma grande instalação sonora. “A exposição é um convite para as pessoas se desconectarem e entrarem num mundo paralelo, fictício, cheio de laços invisíveis, acasos e sonhos”, comenta o artista.

A programação faz parte dos 25 anos do projeto Os Amigos da Gravura, cujo objetivo é convidar um artista para produzir gravuras ou múltiplos exclusivos com tiragem limitada. Toz criou 60 estátuas de porcelana do Insônia, todas pintadas a mão, com 30cm de altura. Algumas estarão à venda a partir do dia 14/09. Ao contrário de um múltiplo tradicional, que é repetido a partir de um modelo, cada exemplar será exclusivo por ser pintado individualmente.

Retomado pelos Museus Castro Maya em 1992, o projeto Os Amigos da Gravura se consolidou, enriqueceu sua programação cultural e possibilitou a incorporação da arte brasileira contemporânea às coleções deixadas por seu idealizador, o industrial e empresário Raymundo Otonni de Castro Maya.

“No ano em que se comemoram os 25 anos desta retomada, optamos por uma edição especial do Projeto, oferecendo todos os espaços da Chácara do Céu para serem preenchidos pelo artista Tomaz Viana, conhecido como Toz, numa alusão ao gesto de Castro Maya de sempre abrir caminho para o novo na arte e incentivar a produção dos jovens artistas”, explica Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya.

Um time forte acompanha o artista nesta individual, que ganha assinatura dos Museus Castro Maya e é produzida por Elodie Salmeron, da empresa Valeu Produções Culturais. A trilha sonora será do músico André Sampaio (ex-Ponto de Equilíbrio), que ambientará as salas com cantos, vozes e toques de atabaques.

Curadora dos Museus Castro Maya, Anna Paola Baptista assina o texto de apresentação: “O Insônia nasceu num momento em que Toz perambulava com coração desassossegado pelo cenário urbano noturno. No âmbito da obra do pintor, percebe-se no “Povo Insônia” um caminho distinto do enfrentado com os personagens anteriores. O artista, que veio da rua para a galeria de arte e desta para o museu, realiza um percurso que propõe a discussão de um universo mais abrangente, calcado nas questões da identidade nacional”.

Nos jardins da Chácara do Céu, o público ainda encontrará instrumentos criados especialmente para a mostra. Tambores de caixa d’água e gangorras que reproduzem o barulho da chuva poderão ser tocados pelos visitantes.

Sobre o artista

Tomaz Viana, TOZ, como é conhecido nas artes, é um artista brasileiro dedicado ao street art. Nasceu em Salvador, em 1976, e atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. Desde os anos 90, dedica-se à pesquisa e experimentação especialmente do grafite. Há 10 anos, desenvolve telas e objetos. Ao longo da sua carreira, criou diversos personagens cujas cores e padronagens se espalham nos muros de inúmeras cidades e paredes de instituições culturais. Em 2013, foi convidado pela Missão Permanente do Brasil das Nações Unidas (ONU) para realizar um grande painel de grafite. Em 2014, realizou uma importante exposição (Metamorfose), no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, que impulsionou sua carreira institucional. Em 2015, foi convidado pela Prefeitura do 13° arrondissement de Paris para expor sua instalação Vendedor de Alegria na capital francesa. Seus trabalhos vêm participando de feiras de arte internacionais como a Bienal de São Paulo, a ArtRio e a Brazilian Art Fair Miami.

Sobre os Museus Castro Maya – O Museu da Chácara do Céu, junto com o Museu do Açude, foram residências de Castro Maya e por ele doadas à Fundação que levou seu nome, criada em 1963 e extinta em 1983, quando ambos foram incorporados à União e hoje integram o Instituto Brasileiro de Museus, IBRAM, do Ministério da Cultura. Os prédios, acervos e parques dos museus foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional- IPHAN, em 1974. O Museu Chácara do Céu exibe coleções de arte de diversos períodos e de diferentes origens.

Serviço

Os Amigos da Gravura – Povo Insônia

Abertura: 14 de setembro (5ª feira), das 17h às 20h

Visitação: 15 de setembro de 2017 a 29 de janeiro de 2018.

Local: Museu Chácara do Céu – Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa. Tel: (21) 3970-1093

Horário: Diariamente, das 12h às 17h. Exceto às terças-feiras

Ingressos: R$ 6,00 – gratuito às quartas-feiras

Classificação indicativa: Livre

 

Joias Nativas

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