UE aceita revisar operação de resgate de imigrantes

A União Europeia (UE) vai revisar a Operação Triton, força-tarefa responsável pelo resgate de imigrantes no Mar Mediterrâneo. O anúncio foi feito pelo diretor da Agência Europeia de Guarda de Fronteira e Costeira (Frontex) Frontex, Fabrice Leggeri, que se reuniu ontem com uma delegação italiana em Varsóvia.

O pedido para revisar a Operação Triton tinha partido justamente da Itália, país que diariamente recebe milhares de imigrantes devido à sua proximidade geográfica com o norte da África e o Oriente Médio.

A Itália sugere que, caso ocorra uma chegada massiva de imigrantes no mesmo dia, como a que aconteceu recentemente com 12 mil desembarques em apenas um fim de semana, as pessoas possam ser direcionadas a portos de outros países da Europa. Apesar de todos os participantes do encontro em Varsóvia reconheceram que o governo italiano está enfrentando uma “pressão extraordinária e precisa de um apoio adicional da UE e da Frontex”, os países da UE rejeitam acolher mais imigrantes.

Por isso, a Itália encontra uma forte resistência das nações vizinhas para solucionar a crise. Em Varsóvia, ficou estabelecido que a Triton passará por uma revisão, mas dentro do que já foi adotado com o plano de ação apresentado pela Comissão Europeia em 6 de julho. A revisão será conduzida por uma equipe especial.

“Ontem tivemos um encontro em Varsóvia para ver como o plano de operação pode ser melhorado e potencializado. Como ele pode ser mais solidário com a Itália para que possa enfrentar essa extraordinária pressão”, disse o diretor da agência Frontex, Fabrice Leggeri, em audiência no Parlamento Europeu. “Mas não ouvi nenhum país-membro da UE disponível para isso. É uma questão complexa, principalmente por problemas políticos.

Não esperem que a Frontex resolva questões políticas”, criticou. Além da Triton, também passará por revisão a política de atuação de ONGs, as quais resgatam também imigrantes na Itália. O objetivo será criar um código de conduta europeu para ser seguido tanto pelas ONGs quanto pelos países do bloco. Mas as ONGs Anistia Internacional (AI) e Human Rights Watch já criticaram a medida. “O código de conduta coloca em risco milhares de vidas. É absurdo tentar impedir barcos de ONGs de operarem no mar”, disseram, em um comunicado, após terem acesso ao esboço do acordo.

ANSA

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