Uerj remarca início das aulas pela sexta vez

O Fórum de Diretores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) determinou nesta sexta-feira (7) o início das aulas referentes ao segundo semestre do ano passado, de graduação e do ensino básico (Instituto de Aplicação/CAP), para segunda-feira (10).

De acordo com os diretores, a decisão pela volta deve-se ao avanço no restabelecimento das condições mínimas de limpeza, manutenção de elevadores e segurança e à “preocupação com o enorme prejuízo que os sucessivos adiamentos vêm impondo aos estudantes de graduação e do CAP”, informa a Uerj em sua página oficial.

As aulas já foram adiadas cinco vezes devido a problemas causados pela crise financeira no estado do Rio. No início de janeiro, a reitoria da universidade suspendeu o início das aulas do segundo período de 2016 por causa da falta de condições necessárias ao pleno funcionamento da instituição. Entre os problemas, estão o não pagamento das bolsas e salários pelo governo do estado e a falta de repasses de verbas para a manutenção em geral.

Aula pública

Professores da Uerj, da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste e da Fundação de Apoio à Escola Técnica reuniram-se nesta quarta-feira para uma aula pública em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em Laranjeiras, na zona sul da cidade. O ato, intitulado “Se o Pezão não Deixa a Uerj Ter Aula, Aula na Porta do Pezão”, teve a participação de mais de 100 pessoas. O tema da aula foi a crise no estado do Rio de Janeiro nas áreas da educação, saúde e segurança pública.

No fim de março, Pezão anunciou que cortaria 30% dos salários dos servidores da universidade caso eles não voltassem ao trabalho. Dias depois, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu mandado de segurança impedindo qualquer corte salarial de servidores da Uerj.

Em assembleia geral, os docentes ressaltaram que os adiamentos ocorreram por falta de condições para manter a segurança e a limpeza dos campi, devido ao atraso nos salários de funcionários e no pagamento dos fornecedores e ao não pagamento das bolsas estudantis. 

Agência Brasil

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