Valsa nº 6 no Sesc Copacabana

Foto divulgação

O monólogo conta a história de Sônia, uma adolescente de 15 anos que vive entre a alucinação e a lucidez. Perdida nas lembranças de sua vida, aos poucos reconstitui, com memórias, a breve existência. Em delírio, ela recompõe o mundo ao redor, através das imagens fragmentadas, esclarecendo, finalmente, todos os fatos de sua morte precoce.

 O espetáculo “Valsa No 6” estreia dia 10 de novembro (5af), às 19 horas, na Sala Multiuso do Sesc Copacabana. Com texto original de Nelson Rodrigues, a montagem protagonizada por Rose Lima e direção do premiado Daniel Herz cumpre temporada até 4 de dezembro, com apresentações de quinta a sábado, às 19h e  domingo, às 18h. Nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro haverá sessões extras com intérpretes de libras, às 16h.

 Escrita em 1951, “Valsa No 6” é a décima peça de Nelson Rodrigues. Entretanto, 55 anos após sua estreia, o espetáculo mostra-se muito atual, quando aborda assuntos em pauta no momento, como a pedofilia, o abuso sexual e a violência contra a mulher. O monólogo ganha a interpretação de Rose Lima como a menina Sônia, de apenas 15 anos. A atormentada personagem recém-saída da infância será mais um desafio para a atriz baiana que, em 2015, sob a direção de Lázaro Ramos, foi indicada como Melhor Atriz no prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças com “A Menina Edith e a Velha Sentada”.

 A direção de Daniel Herz propõe evidenciar para a plateia os recursos cênicos indicados pelo autor e buscar a teatralidade na figura da atriz, através de um intenso trabalho de corpo e voz, onde pretende favorecer a emoção e a energia. “A peça exige um trabalho de interpretação muito versátil, na medida em que a solução para as questões colocadas por Nelson não são de encenação apenas, mas sim de atuação. A inquietude presente exige uma concretude para a busca de Sônia, que é real, que nos leva para uma desorganização cênica. Pretendo entregar para o público se organizar nesse delírio, enquanto participa da loucura da personagem”, revela Herz.

 Para compor a dramaturgia do texto original de “Valsa No 6”, Rose Lima e Daniel Herz contam com trilha sonora original, moderna e atual, composta pelo musicista Antonio Saraiva; na iluminação cênica, o premiado Aurélio de Simoni; no suporte para o texto que explora de forma intensa o universo do inconsciente, Evelyn Disitzer faz a assessoria psicanalítica; e no trabalho de corpo da atriz, Duda Maia assina a direção de movimento. A cenografia de Fernando Mello da Costa e o figurino de Thanara  Schonardie compõem a equipe da montagem.

 O monólogo conta a história de Sônia, uma adolescente de 15 anos que vive entre a alucinação e a lucidez. Perdida nas lembranças de sua vida, aos poucos reconstitui, com memórias, a breve existência. Em delírio, ela recompõe o mundo ao redor, através das imagens fragmentadas, esclarecendo, finalmente, todos os fatos de sua morte precoce.

 “Em Valsa No 6 o universo do Nelson é posto no palco com a complexidade e a riqueza de observação que se encontram em seus grandes textos. Interpretar a menina Sônia é uma honra, um sonho antigo”, declara Rose Lima.

 Sobre Rose Lima

A atriz baiana é formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).  No teatro, destacam-se os musicais “A Menina Edith e a Velha Sentada (2013/direção de Lázaro Ramos)”, que lhe rendeu a indicação a Melhor Atriz no prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças (2015); “O Pequenino Grão de Areia” (2006/texto de João Falcão e direção de Marcelo Mello) e “A ver estrelas” (1988/texto e direção de João Falcão); e os espetáculos “Os Iks” (2002/texto de Collin Turnbull e direção de Francisco Medeiros); “Família Lyons” (2015/de Nicky Silver e direção de Marcos Caruso); “Fulaninha e D. Coisa” (1996/texto de Noemi Marinho e direção de Celso Jr), no qual foi indicada a melhor atriz no Troféu Bahia Aplaude; “Puxa Vida” (1994/texto do Grupo de Teatro Berlim, com direção de Cláudio Simões e Celso Jr), onde ganhou o prêmio de melhor Atriz no Festival Isnard Azevedo. Ainda no teatro, tem como principais trabalhos as montagens “Sarau das Putas” (2013/texto e direção de Ivan Sugahara), “Gimba” (2011/texto de Gianfrancesco Guarnieri e direção de Caíque Botkay); “Após a Chuva” (2010/texto e direção de Silvio Guindane) e “Decameron” (2009/texto de Boccaccio, adaptação de Elísio Lopes Jr. E direção de Otávio Muller).

 Na televisão, participou das novelas “Vitória” (Rede Record/2014), “Amor a Vida” (Rede Globo/2013), “Avenida Brasil” (Rede Globo/2012), “Insensato Coração” (Rede Globo/2011), “Amor e Intrigas” (Rede Record/2008) e “Bicho do Mato” (Rede Record/2006); e dos seriados globais “A Diarista” (episódios “Marinete a musa do verão” e “Ipanema 500m”/2005) e “Sob Nova Direção” (episódio “A Mensalista”/2005). No cinema, atuou nos longas “A Dança de Feliciano”, (2011/roteiro e direção Moacyr Góes),  “Foliar Brasil”, (2004/roteiro e direção de Carolina Paiva), “Na Terra do Sol”, (2004/roteiro e direção de Lula Oliveira), “Trair e coçar e só começar” (2006/direção Moacyr Góes) e “Meu Passado Me Condena” (2013/direção Julia Rezende).

 Sobre Daniel Herz

Seu primeiro trabalho como ator profissional foi em “Doente Imaginário”, de Molière, em 1984. Desde então atuou em diversas montagens como: “Graffite Coração”, de Bernardo Horta; “Nossa Senhora das Flores”, de Jean Genet; “A Geração Trianon”, de Anamaria Nunes; “Perigo de Vida”, de Regina Miranda; “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda”, de Celso Lemos; “A Cada Vez que se Conta Dele”, de Bruno Lara Resende; “O Jovem Torless”, de Robert Musil, entre outras. Em 1988, recebeu indicação para o Prêmio MINC Troféu Mambembe como melhor ator por sua atuação em “João e Maria”, de Anamaria Nunes.

 Como diretor, venceu os prêmios FITA 2015 por “A Importância de Ser Perfeito”; Orilaxé 2012 por “O filho Eterno”; e Qualidade BR 2002 por “As Artimanhas de Scapino”. Foi indicado aos prêmios Cepetin 2014 por “Fonchito e a Lua”; Cesgranrio 2014 por “As Bodas de Fígaro”, Zilka Salaberry 2013 por “Nadistas e Tudistas”; FITA 2013 e APTR 2013 por “A Importância de Ser Perfeito”; Shell 2011 por “Adultério” e Shell 2002 por “As Artimanhas de Scapino”.

 Pelo seu trabalho como diretor e roteirista por diversas vezes concorreu ao prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem pelos espetáculos “Cartão de Embarque” (1995/indicado a melhor texto e melhor direção), “Romeu e Isolda” (1996/venceu em melhor direção), “Decote” (1997/venceu em melhor direção, melhor texto e melhor espetáculo), “A Flauta Mágica” (2000/venceu como melhor espetáculo e indicado como melhor direção) e “As Artimanhas de Scapino” (2000/venceu nas categorias espetáculo infantil e produção).

 Desde 2001 Herz dirige o Teatro Miguel Falabella. Desde 1988 dá aulas de teatro na Casa de Cultura Laura Alvim. Em 2013, a Cia Atores de Laura, do qual é diretor artístico, foi indicada como um dos concorrentes ao Prêmio de Cultura do Governo do Rio de Janeiro.

 Sobre Thanara Schönardie

A figurinista gaúcha é graduada em Tecnologia em Moda e Estilo e Comunicação Social e pós-graduada em Criação de Imagens por Meios Tecnológicos pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Thanara desenvolve trabalhos de criação nas áreas de moda, figurino, artes plásticas e gráficas.

 Na televisão, participou do processo de criação de figurino das minisséries “Capitu” (2008), “Afinal, o que querem as mulheres?” (2010), do programa “Criança Esperança” (2009) e das novelas “Senhora do Destino” (2004), “Eterna Magia” (2007), “Meu Pedacinho de Chão” (2014) e “Velho Chico” (2016).

 No teatro, trabalhou na criação de personagens das peças “Zoológico de Vidro” (2008), “As Meninas” (2009) e figurinista dos espetáculos “Amadeus” (2010), “O Menino que Vendia Palavras” (2011), “Fragmentos” (2011), “A Pequena Sereia” (2011), Doroteia (2012), Michael e Eu (2012), “Cucaracha” (2012), Rock in Rio – O Musical (2013), “A Importância de Ser Perfeito” (2013).

 Sobre Aurélio de Simoni

O iluminador carioca realiza trabalhos para diretores cariocas representativos, onde gera o crédito das fichas técnicas dos espetáculos profissionais. Entre 1989 e 1999, recebeu seis prêmios em teatro infantil. Recebeu o Prêmio Shell nos anos de 1992, 1995, 1996 e 1997 por espetáculos adultos, dentre eles “Don Juan”, de Molière, com direção de Moacir Chaves, com quem estabelece parcerias constantes.

 Sobre Duda Maia

A diretora de movimento carioca é formada pela Escola de Dança Angel Vianna. Atualmente é professora do curso de pós-graduação em Preparador Corporal da Faculdade Angel Vianna.

 Trabalha na direção de movimento com os renomados diretores Karen Acioly, Ricardo Kosovski, Mauro Mendonça Filho, Aderbal Freire-Filho, Lúcio Mauro Filho, Dudu Sandroni, Bruno Garcia, Michel Bercovitch, Antonio De Bonis, Fábio Ferreira, Guel Arraes (nos filmes “Lisbela e o Prisioneiro”, de 2003, e “Romance”, de 2008), Marcelo Morato, André Paes Leme, João das Neves, Paulo José e Vera Fajardo.

 Entre seus últimos trabalhos em destaque estão os espetáculos “Gonzagão A Lenda”, onde assina direção de movimento, e “Auê”, no qual assinou a direção da montagem e recebeu inúmeras indicações a prêmios pela concepção do projeto.

 Sobre Fernando Mello da Costa

Formado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas, o cenógrafo optou pela carreira de cenógrafo, onde possui formação autodidata. Tem uma trajetória ligada ao experimentalismo e à pesquisa, atuando com importantes diretores teatrais, dentre os quais destacam-se Bia Lessa, Moacir Chaves e Aderbal Freire-Filho.

 Em 1986 fundou o grupo Nós do Morro, com o objetivo de criar acesso a arte e cultura para crianças e adultos do Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro. Neste espaço, criou a oficina de cenografia e trabalha eventualmente como diretor de espetáculos.

 Em 1991, ganhou os prêmios Shell e Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), por assinar o cenário da montagem “Cartas Portuguesas”, de Mariana Alcoforado.

 Ficha Técnica:

Elenco: Rose Lima

Direção: Daniel Herz

Assistente de Direção: Clarissa Kahane

Direção de Movimento: Duda Maia

Direção Musical: Antonio Saraiva

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurino: Thanara  Schonardie

Cenógrafia: Fernando Mello da Costa

Assessoria Psicanalística: Evelyn Disitzer

Direção de Produção: Heder Braga

Administração Financeira: Natália Simonete

Design: Pedro Anias

Visagismo: Marcio Mello

Fotografia: Felipe Luz

Assessoria de Imprensa: Passarim Comunicação | Silvana Cardoso | Juliana Feltz

Realização: SESC | Navegar Produções Artísticas e Culturais

Serviço:

Dias, horários e valores:
Quinta às 19:00 – R$ 20,00 (Valor inteira)
Sexta às 19:00 – R$ 20,00 (Valor inteira)
Sábado às 19:00 – R$ 20,00 (Valor inteira)
Domingo às 18:00 – R$ 20,00 (Valor inteira)

Duração: 50 minutos

Temporada:
De 10/11/2016 Até 04/12/2016

Contato:
(21) 2547.0156

Classificação:
14 anos

Gênero:
Drama

Espaço Sesc Copacabana

Rua Domingos Ferreira , 160 – Copacabana

Telefone: (21) 2547-0156

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