Vigilância Sanitária do Rio intensifica fiscalização ao pescado na Semana Santa

Foto: Agência Brasil

A Vigilância Sanitária fiscaliza durante todo o dia de hoje (12) mercados que comercializam pescado na cidade do Rio de Janeiro. Produtos comercializados ilegalmente serão inutilizados e estabelecimentos que estiverem oferecendo graves riscos ao consumidor, interditados.

A ação faz parte da Operação Semana Santa, lançada na quarta-feira passada (5) para inspecionar estabelecimentos que comercializam alimentos típicos das comemorações dessa data religiosa, com foco nas condições sanitárias do local e no acondicionamento ideal dos produtos.

Hoje, as inspeções serão realizadas na Zona Oeste da capital fluminense, mas continuam em outras regiões até o Domingo de Páscoa (16). Os principais produtos das fiscalizações são pescado fresco, salgado e seco, sobretudo o bacalhau, ovos de Páscoa, chocolates e colomba pascal.

Os pontos prioritários das inspeções são as fábricas de chocolate e de produtos de panificação, supermercados, mercados, peixarias e distribuidores, bem como os pontos de venda de pescado e ovos de Páscoa em bombonieres e lojas de departamento.

As embalagens e a rotulagem dos produtos, as condições higiênico-sanitárias de armazenamento, o fracionamento, a manipulação e o modo de exposição para a venda são os principais quesitos avaliados.

A população também pode denunciar irregularidades à central de atendimento 1746. Todas as demandas serão encaminhadas aos técnicos da Vigilância Sanitária, que comparecerão aos estabelecimentos denunciados para avaliarem as condições higiênico-sanitárias e, caso necessário, aplicarem as penalidades previstas em lei.

Bacalhau e afins

Os técnicos da Vigilância Sanitária fiscalizam peixes comercializados como bacalhau e que não são da espécie. Somente os tipos Gadus morhua e Gadus macrocephalus são considerados legítimos. O primeiro é conhecido no Brasil como “Porto” ou “Porto Mohua”; o segundo, como “Portinho” ou “Codinho”.

Os famosos e muito consumidos Saithe, Ling e Zarbo não são bacalhau, mas peixes secos e salgados, e que devem ser comercializados como “tipo bacalhau”. O consumidor deve procurar essa informação na embalagem, assim como observar alteração de cor: manchas rosadas ou vermelhas ou pontos marrons indicam a presença de bactérias e fungos. Peças amolecidas e limosas são sinal da proliferação de bactérias e odor estranho aponta contaminação ou início de putrefação, tanto em bacalhau legítimo quanto em similares.

Agência Brasil

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