Voos perigosos como o que ocasionou a tragédia são comuns, diz Emerson Leão

Viagens perigosas em aviões fretados fazem parte da rotina dos jogadores de futebol, lamentou nesta terça-feira (29) o ex-jogador e ex-técnico da Seleção Brasileira Emerson Leão. A queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para a disputa da final da Copa Sul-Americana na Colômbia deixou enorme lacuna no esporte e no coração de quem conhecia as vítimas da tragédia, contou ele, ao lembrar dos amigos de longa data que perdeu no acidente, dentre eles, o ex-jogador e comentarista Mário Sérgio Paiva.

Leão disse que perdeu a conta das viagens perigosas que fez como jogador de futebol, e acrescentou que “os aviões fretados nunca são maravilhosos. São sempre pequenos para aterrissar em pistas reduzidas, em lugares perigosos. A gente reza para que tudo dê certo na saída e na chegada. Essa é uma realidade que foi demonstrada nessa catástrofe irreparável”, afirmou ele ao participar, pela manhã, do programa Bate Bola Nacional, da Rádio Nacional, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ele, que já jogou no Japão e no Catar, hoje diz ter pânico de viajar, devido ao trauma de tantas viagens perigosas que fez enquanto jogador e técnico. “Uma das coisas que vem me afastando do futebol nesses últimos anos é exatamente ter que voar a toda hora”, ressaltou.

O jogador do Botafogo e ex-atleta do time da cidade de Chapecó, Camilo, também participou do programa. Ele dsse que estava a caminho do treino quando soube da notícia de que amigos haviam morrido no acidente. “Fiquei desesperado. Cheguei no treino e falei que não tinha condições [de treinar] e fui embora. Depois, fiquei sabendo que o treino foi cancelado. Realmente, é uma situação muito difícil. Por mim, essa temporada [do campeonato brasileiro] acabaria agora e esperaria pela outra”, completou.

Agência Brasil

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