Senado do Paraguai nega pedido de Peña para adiar impeachment

O Senado do Paraguai rejeitou o pedido do presidente Santiago Peña para adiar o processo de impeachment. Com isso, ele deve comparecer ao Senado nesta sexta-feira, 6.

Impeachment avança depois que Congresso suspendeu análise da renúncia

Os senadores do Paraguai recusaram o adiamento para que Peña preparasse a defesa.

O chefe de Estado deve ir ao Senado nesta sexta, após o Congresso Nacional suspender a análise da renúncia apresentada por ele na véspera.

Peña pediu 72 horas e citou notificação com peça acusatória e anexos

Santiago Peña havia solicitado “prorrogação de 72 horas” para se preparar para a defesa.

No X (antigo Twitter), ele escreveu que foi notificado às 22h15 com uma peça acusatória e cerca de 300 páginas de anexos. Ele também disse que querem que ele responda em menos de 12 horas.

O processo foi aberto por suspeitas de crimes ligados à falência do Ueno Bank. O texto fala em “mau desempenho de suas funções no exercício do cargo” e menciona “conflito de interesses” e questionamentos sobre o aumento do patrimônio.

Peña pode perder foro privilegiado se for condenado

Se a renúncia fosse aceita, Peña poderia manter o foro privilegiado, já que ex-presidentes viram senadores vitalícios após o fim do mandato.

Como o Senado seguiu com o impeachment, se ele for condenado, perde o foro e pode responder a um processo regular na Justiça por causa do escândalo ligado ao fechamento do banco Ueno.

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