O Tribunal Superior de Mombaça condenou nesta sexta-feira, 6, o pastor Paul Mackenzie a 200 anos de prisão pela morte de 190 crianças e de um adulto. A decisão aponta que ele mantinha seguidores e filhos em jejum até a morte com a promessa de que chegariam ao céu antes do fim do mundo.
Condenação ocorreu no Tribunal Superior de Mombaça, no litoral do Quênia
A sentença foi dada pelo Tribunal Superior de Mombaça, no litoral do país.
O caso virou julgamento depois de Mackenzie ter sido considerado culpado em outubro.
Juíza Diana Kavedza fixou 100 anos por desnutrição e mais 100 por outros assassinatos
A juíza Diana Kavedza determinou 100 anos de prisão pelas mortes por desnutrição e outros 100 pelos assassinatos cometidos de outras formas.
Outros 28 réus receberam penas de dez a 160 anos.
A defesa do pastor negou que ele obrigasse os seguidores a jejuar e disse que vai recorrer.
Seita em Shakahola: tribunal descreve jejum, controle de guardas e morte anunciada
O tribunal disse que Mackenzie fundou a Igreja Internacional das Boas Novas e convenceu fiéis a sair de casa e ir para a floresta de Shakahola, no leste do Quênia.
Segundo o tribunal, guardas controlavam a movimentação dos seguidores e agrediam quem resistia ao jejum. O caso também menciona que o pastor pregava que o mundo acabaria em agosto de 2023 e que crianças deveriam morrer primeiro.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.