Lula volta a mirar negociações com EUA e Argentina após campanha contra Trump e Milei

Lula vai enfrentar o desafio de descer do palanque e retomar negociações diplomáticas com Estados Unidos e Argentina. A tensão com parceiros comerciais ganhou força durante a campanha eleitoral e agora pode afetar o comércio do Brasil.

Campanha usou Trump e Milei, mas governo aposta em diplomacia para reduzir atritos

Durante a disputa por seu quarto mandato, Lula explorou as investidas de Donald Trump contra o Brasil para ganhar apoio na campanha.

Ele também usou o governo de Javier Milei, na Argentina, para desgastar o senador Flávio Bolsonaro, que ele derrotou no segundo turno por 4,4 milhões de votos.

Agora, o desafio do presidente eleito é trocar o discurso de confronto por negociação, com foco nos interesses do país.

Trump sobretaxa exportações, Estados Unidos listam Brasil como “não amigável” e vendas caem

No ano passado, Trump sobretaxou em 50% as exportações do Brasil e cassou vistos de autoridades brasileiras.

Ele também aplicou a Lei Magnitsky a ministros do Supremo Tribunal Federal e incluiu o Brasil na lista de países não amigáveis aos EUA, com Marco Rubio citando a postura dos americanos.

O efeito aparece nas vendas: as vendas para os EUA caíram de 40,36 bilhões de dólares em 2024 para 37,68 bilhões de dólares em 2025.

Reunião prevista neste mês e escalada de tarifas podem mexer no bolso

O governo brasileiro tenta reverter a situação por canais diplomáticos e diz que levou argumentos técnicos, mas não foi atendido.

Uma reunião entre equipes dos dois países está prevista para este mês, com chance de retomar a negociação sobre as sobretaxas.

Do lado americano, a administração Trump baixou, em meados deste ano, tarifas adicionais como punição a práticas comerciais brasileiras que os EUA consideram desleais.

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