Judas Iscariotes vira tema em romance: ideia de “traição por excesso de fé”

A tradição da Malhação de Judas, no Sábado de Aleluia, usa um boneco de Judas Iscariotes para simbolizar punição. Um livro de Amós Oz, no entanto, reconta essa figura com outra leitura.

Malhação de Judas no Sábado de Aleluia e a ligação com a figura de Judas Iscariotes

A Malhação de Judas é uma tradição popular brasileira. No Sábado de Aleluia, pessoas espancam um boneco que representa Judas Iscariotes.

A prática simboliza a punição daquele apóstolo que teria traído Jesus. O texto cita a ideia de buscar uma resposta no livro “Judas”, do escritor israelense Amós Oz.

Romance “Judas” acompanha Shmuel Ash em Jerusalém e coloca Judas como idealista trágico

O romance “Judas” se passa em Jerusalém no inverno de 1959. A história acompanha o jovem estudante Shmuel Ash, que encontra uma interpretação radical da figura de Judas Iscariotes.

Segundo a tese apresentada no romance, Judas não traiu Jesus por maldade. A leitura diz que ele agiu por excesso de fé, acreditando de forma absoluta na natureza divina de Jesus.

O texto também menciona o episódio dos 30 dinheiros e diz que o valor, historicamente, era baixo. Para Judas, a denúncia seria uma tentativa de colocar Jesus “contra a parede” para que ele se revelasse como o Messias.

O que essa leitura muda na história e qual ideia fica para o dia a dia

Ao reimaginar Judas como idealista trágico, o romance muda o foco para a aposta total de Judas que acaba em perda. O texto aponta que a tragédia aparece quando Jesus não reage e segue para a morte.

O artigo relaciona a discussão a um tema atemporal ligado ao fanatismo e conclui citando que, no Brasil, o país “está vivenciando exatamente isso”.

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