O Irã lançou ataques contra Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos nesta quarta-feira, 8, mesmo com anúncio de cessar-fogo mediado pelo Paquistão. A ofensiva foi ligada pelo Irã a alvejamentos de instalações petrolíferas.
Cessar-fogo mediado pelo Paquistão não segurou a troca de ataques no Golfo
Teerã disse que realizou ações militares após instalações petrolíferas iranianas serem atingidas. A Guarda Revolucionária confirmou bombardeios, incluindo alvos em energia e petróleo.
Com o cessar-fogo no centro das disputas, o cenário no Oriente Médio seguiu instável. Israel fez novos ataques no sul do Líbano e afirmou que vai manter operações contra o Hezbollah apesar da trégua.
Guarda Revolucionária cita mísseis e drones; Kuwait relata 28 drones
A mídia estatal iraniana informou que ataques com mísseis e drones foram feitos contra os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait poucas horas depois de instalações petrolíferas na ilha de Lavan serem alvejadas.
As Forças Armadas do Kuwait disseram que foram atingidas por uma intensa onda de ataques iranianos, incluindo 28 drones que tinham como alvo o Estado do Kuwait. Os militares afirmaram que os bombardeios causaram danos materiais significativos em instalações petrolíferas, usinas de energia e estações de dessalinização de água.
Ao falar do cessar-fogo, o Irã declarou que não confia nas promessas dos Estados Unidos e que está com o dedo no gatilho. No mesmo período, um porta-voz militar de Israel disse que o Exército continuará suas operações contra o Hezbollah.
Alertas em Beirute e Tiro após ataque em Sidon; trégua volta a ter disputa
Após avisos para moradores do sul de Beirute e da cidade de Tiro deixarem áreas, um ataque aéreo em Sidon, no sul do Líbano, deixou oito mortos e 22 feridos, segundo o Ministério da Saúde local.
Na terça-feira, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que Teerã, Washington e aliados concordaram com cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a informação e disse que o acordo exclui o território libanês.
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