UE diz que Ormuz não pode ter pedágio após fala do Irã sobre cobrança

A União Europeia disse que a passagem pelo Estreito de Ormuz não deve ter “qualquer pagamento ou pedágio” depois que o Irã avisou que quer cobrar para navios atravessarem a rota. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 9, e entra no debate sobre a segurança da navegação na região.

UE afirma que liberdade de navegação em Ormuz não pode ter cobrança

O porta-voz da Comissão Europeia, Anouar El Anouni, disse em coletiva de imprensa em Bruxelas que o direito internacional garante a liberdade de navegação.

Ele afirmou que não deve haver “qualquer pagamento ou pedágio” e que a liberdade de navegação funciona como um “bem público”.

França chama pedágio de “inaceitável” e Trump cita empresa conjunta

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, classificou a ideia de pedágio em Ormuz como “inaceitável” nesta quinta.

Nos Estados Unidos, Donald Trump mencionou na quarta-feira 8 a criação de uma empresa conjunta para gerenciar a navegação no estreito em troca de pagamento. Ele fez a menção um dia após anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que incluiu a reabertura de Ormuz.

Irã fala em monitorar navios e cobrar taxas; valores foram citados

O porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã, Hamid Hosseini, disse ao Financial Times que o governo iraniano quer monitorar o que entra e sai do estreito para impedir que a trégua seja usada para transferir armas. Ele também afirmou que o Irã deseja cobrar taxas de pedágio e avaliar petroleiros na rota.

Hosseini citou uma tarifa-base de US$ 1 por barril de petróleo. Ele também disse que, no início de abril, o parlamento iraniano aprovou planos para uma taxa US$ 2 milhões por navio, para escolta e segurança, com divisão com o sultanato de Omã.

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