Orbán é pressionado pela primeira vez por Magyar em eleições na Hungria neste domingo

Viktor Orbán enfrenta eleições no próximo domingo, 12, na Hungria, com pressão pela primeira vez desde que ficou por 16 anos no Palácio Carmelite. A disputa pode mudar o jogo político do país por causa da insatisfação ligada ao bolso.

Orbán entra no domingo (12) com oposição unindo esquerda e direita

O primeiro-ministro húngaro comanda um modelo que ele mesmo chamou de “democracia iliberal”. Ele vem sendo acompanhado de perto por grupos ligados à direita radical em outros países.

No outro lado do ringue, Péter Magyar aparece como o opositor que juntou gente de todos os matizes. Ele tenta atrair novas gerações com um discurso contra as “elites políticas”.

Crise econômica, disputa por imprensa e acusações de corrupção marcam o pleito

Em 2024, a economia húngara cresceu apenas 0,4%, menos 3 pontos do que em nações vizinhas. Os serviços públicos, com destaque para a saúde, passam por colapso.

Orbán respondeu com subsídios, mas o caixa sofre com o congelamento de repasses da União Europeia. A decisão ocorre após “atropelo ao estado de direito”, segundo o texto, e Magyar ganha fôlego ao atacar casos de corrupção.

O pleito ocorre com regras feitas para favorecer o premiê, e a imprensa, controlada por simpatizantes do Fidesz, divulgaria fake news. O governo também usa sistema de votação e distritos eleitorais que exigem da oposição vencer e abrir vantagem para ter maioria no Parlamento.

O que pode pesar no resultado e no dia seguinte das eleições

O texto cita um cenário em que Orbán não reconheça uma derrota ou siga decidindo por meio das instituições que domina. Ele controla Judiciário e parte das estatais, além de manter influência sobre a mídia.

O desfecho pode definir um divisor para a “democracia ao estilo húngaro”. Vale acompanhar como a disputa avança depois das eleições do domingo, 12.

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