O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta quinta-feira, 16, que as forças americanas no Oriente Médio estão prontas para voltar aos combates se o Irã não aceitar um acordo de paz. A fala acontece enquanto os EUA aumentam a pressão sobre Teerã com bloqueio naval em Ormuz.
Hegseth condiciona retorno aos combates à aceitação de um acordo pelo Irã
Hegseth afirmou que as forças dos Estados Unidos podem retomar os combates imediatamente se o Irã não aceitar o acordo. Ele disse que, no caso de uma “escolha ruim” do Irã, haverá bloqueio e bombas caindo sobre infraestrutura e setor elétrico.
O chefe do Pentágono falou para o regime iraniano e declarou que os Estados Unidos sabem quais recursos militares o Irã está movimentando e para onde os leva.
Negociações falharam no sábado e EUA falam em nova rodada no Paquistão
As primeiras negociações, no último sábado, terminaram em fracasso. As duas partes discutem a possibilidade de uma nova rodada ainda nesta semana.
Na quarta-feira, o governo Trump demonstrou otimismo. A Casa Branca disse que discute uma segunda rodada de negociações de paz com o Irã no Paquistão e que a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou: “Estamos confiantes quanto às perspectivas de um acordo”.
Enquanto isso, autoridades americanas lançaram alertas de aumento de pressão econômica sobre Teerã caso não haja colaboração.
Bloqueio em Ormuz mira navios e inclui ameaça de uso de força
O presidente Donald Trump impôs um bloqueio a todos os navios que tentam entrar ou sair do território iraniano. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse que a Marinha vai perseguir embarcações com bandeira iraniana ou que tentem fornecer apoio material ao Irã.
Caine afirmou que navios que tentarem romper o bloqueio serão interceptados e receberão aviso de que “usaremos a força”. Segundo ele, 13 navios deram meia-volta, e nenhuma embarcação foi abordada ou interceptada até o momento.
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