O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que negociações diretas são essenciais para consolidar o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah. Ele afirmou que Beirute trabalha com Tel Aviv para garantir a retirada das forças israelenses do país.
Joseph Aoun liga cessar-fogo a negociações e à retirada das tropas
Aoun declarou que um cessar-fogo funciona como porta de entrada para seguir com as negociações. Ele falou isso em reunião com um grupo de parlamentares libaneses nesta sexta.
Ele também disse que a oportunidade “não deve ser desperdiçada”. A partir disso, o presidente citou o trabalho de Beirute junto a Tel Aviv para levar adiante a retirada das forças israelenses do Líbano.
Trégua de dez dias no sul do Líbano e operações das Forças Armadas
Segundo Aoun, Beirute quer garantir que a trégua de dez dias entre Hezbollah e Israel seja cumprida. Ele disse ainda que as Forças Armadas do país vão atuar na região sul.
A região sul é descrita como reduto do grupo armado e como alvo principal das bombas israelenses. Aoun afirmou que as operações buscam permitir que moradores antes deslocados pelo conflito voltem para casa “de forma tranquila”.
Outro ponto citado por ele foi a manutenção das Forças de Defesa de Israel (IDF) no território libanês. Aoun disse que o Exército coordenará a saída dos soldados estrangeiros e que não haverá militares no país “além das nossas forças de segurança legítimas”.
Trégua instável: mortes em Tiro antes do cessar-fogo e encontro com Trump
Com a trégua, a situação ainda ficou instável. Treze pessoas morreram na cidade de Tiro minutos antes do cessar-fogo entrar em vigor, atingidas por um bombardeio israelense.
De acordo com a AFP, o ataque deixou outras 35 pessoas feridas e mais 15 desaparecidas. Aoun e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, podem visitar a Casa Branca para uma reunião conjunta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “nos próximos dias”.
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