Xi Jinping pediu nesta segunda-feira, 20, um “cessar-fogo imediato e abrangente” no Oriente Médio e exigiu a reabertura do Estreito de Ormuz. O pedido acontece com a trégua de duas semanas entre Estados Unidos, Israel e Irã prestes a terminar nesta terça, 21.
China pressiona por paz no Oriente Médio e volta a citar Ormuz
O presidente chinês afirmou que o Estreito de Ormuz deve “permanecer aberto para a passagem normal”. Ele fez a defesa do chamado cessar-fogo na mesma declaração sobre a rota marítima.
Xi disse, em conversa telefônica com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que a China quer “cessar-fogo imediato e abrangente” e que vai apoiar esforços diplomáticos para restaurar a paz.
Declarações de Xi acontecem com trégua perto do fim e novos atritos navais
Xi falou sobre a reabertura do Estreito de Ormuz sem citar diretamente o fechamento da via pelo Irã nem o “bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos” na área há uma semana.
Horas antes, o Ministério das Relações Exteriores chinês cobrou a “interceptação forçada” de um navio iraniano pela Marinha americana no domingo. O Irã prometeu retaliar, e o porta-voz Esmail Baghaei afirmou nesta segunda que o país não planeja nova rodada de negociações com os Estados Unidos.
O que pode mudar a partir de terça, 21, com a trégua vencendo
A trégua de duas semanas, que pausou parcialmente a guerra, expira nesta terça, 21. A fala de Xi também ocorre pouco antes de uma viagem do presidente americano Donald Trump à Pequim.
Apesar do tema da rota marítima voltar ao centro, Xi não criticou diretamente Washington. O texto também registra que Pequim compra mais de 80% das exportações de petróleo do Irã em 2025.
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