The Wall Street Journal detalha expansão do PCC e cita sinalização de Trump

O The Wall Street Journal publicou uma reportagem sobre a história e a expansão do Primeiro Comando da Capital, o PCC, facção que nasceu em um presídio em São Paulo e hoje atua no tráfico de cocaína. A matéria ganhou força no mesmo período em que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump sinalizou a possibilidade de enquadrar o grupo como organização terrorista.

Trump mira enquadramento do PCC e reportagem conecta expansão global ao debate

O The Wall Street Journal colocou o avanço do PCC na pauta global ao tratar da forma como a facção cresceu. A publicação cita a sinalização de Donald Trump sobre uma possível classificação do grupo como organização terrorista.

Segundo o governo Lula, essa mudança daria aval para intervenção em território brasileiro. O governo diz ser contra a classificação, ao associar facções como o PCC a objetivos financeiros ilícitos, e organizações terroristas a motivações ideológicas.

Matéria mostra como o PCC se formou e descreve entrada de membros por videochamada

Com o título “Como uma gangue de prisão brasileira se tornou uma força global no tráfico de cocaína”, o jornal afirma que o PCC surgiu dentro de um presídio em São Paulo. A reportagem relata também como a facção expandiu seus negócios até ganhar estrutura de organização criminosa.

O texto diz que os membros do PCC têm um perfil descrito como discreto e empresarial. A matéria afirma que os integrantes buscam fortuna e não fama, e menciona que os novos membros aderem a um código de conduta por meio de cerimônias de ingresso feitas por videochamada.

PCC atua em 30 países e Justiça dos EUA acusou 18 brasileiros com vínculos

A publicação afirma que a facção se expandiu rumo à Europa, que aparece como principal mercado consumidor de cocaína. O The Wall Street Journal também diz que o PCC está em trinta países e tem associados nos Estados Unidos.

Outro trecho relata que autoridades americanas encontraram membros isolados do PCC na Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. O texto ainda cita que a Justiça dos EUA acusou ano passado dezoito brasileiros em solo americano por vínculos com a facção.

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