Alemanha veta suspensão do acordo UE-Israel e medida não avança por falta de unanimidade

A Alemanha anunciou nesta terça-feira, 21, que se opõe à suspensão do acordo de associação entre Israel e a União Europeia. Com o veto alemão, a medida não avança, porque a decisão precisa ser tomada por unanimidade dos 27 países do bloco.

Veto alemão trava tentativa de suspender o acordo entre Israel e União Europeia

O governo alemão disse que não considera a suspensão adequada. O ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, fez a declaração antes de uma reunião em Luxemburgo com homólogos da União Europeia.

Wadephul afirmou que as discussões com Israel devem seguir um diálogo crítico e construtivo. Ele também disse que é preciso tratar das questões cruciais com Israel.

Espanha, Irlanda e Eslovênia pedem ruptura por “violações” e cobram mudança

Irlanda e Eslovênia assinaram uma carta conjunta que pede a reavaliação do tratado. A Espanha, que pede há anos a ruptura do acordo de associação em vigor desde 2000, também criticou a posição alemã.

O chanceler espanhol, José Manuel Albares, disse que “Perderemos nossa credibilidade”. A irlandesa Helen McEntee declarou: “Devemos agir. Devemos garantir que os nossos valores fundamentais estejam protegidos”.

Com suspensão parcial no ar, situação na Cisjordânia e Líbano volta a pesar

No último domingo, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez anunciou que pediu “rompimento” do acordo por considerar que o governo de Benjamin Netanyahu “viola o direito internacional”. Ele citou as campanhas militares de Israel.

A Comissão Europeia propôs uma suspensão parcial, deixando em aberto o capítulo comercial do acordo. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, disse que é preciso “avaliar se é possível avançar” nas medidas comerciais “se os Estados-membros desejarem fazê-lo”.

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