Netanyahu e líderes reagem após soldado israelense destruir estátua de Jesus no Líbano

Uma foto de um soldado israelense batendo com uma marreta em uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano viralizou no fim de semana e abriu uma reação de autoridades e líderes religiosos. O caso ganhou força nas redes sociais e levou Israel a falar em investigação e punições.

Imagem viraliza e políticos e entidades cristãs cobram investigação e punições

Depois de a imagem alcançar milhões de visualizações nas redes sociais, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que ficou “chocado e triste”. Ele afirmou que as autoridades militares investigam o ocorrido.

Outros nomes ligados ao governo israelense e grupos religiosos também condenaram a ação. Eles cobraram medidas contra o militar envolvido e responderam ao que chamaram de ofensa a cristãos.

Netanyahu cita apuração e “medidas disciplinares”; Saar chama ato de vergonhoso

Na segunda-feira, 20, Netanyahu declarou que a investigação criminal vai apurar o caso e que serão tomadas “medidas disciplinares rigorosas” contra o infrator.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, condenou a ação e disse que ela foi “vergonhosa e desonrosa”. Ele também afirmou: “Pedimos desculpas por este incidente e a todos os cristãos cujos sentimentos foram feridos”.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, disse que “medidas rápidas, severas e públicas são necessárias”. Já Ayman Odeh, membro palestino do Parlamento israelense, Knesset, ironizou a situação.

Exército diz que vai restaurar estátua e militares falam em medidas contra envolvidos

O Exército israelense admitiu que o caso é um incidente de “gravidade extrema”. Os militares disseram que a conduta do soldado é “totalmente inconsistente com os valores que espera de suas tropas”.

O Exército também informou que vai restaurar a estátua a seu lugar e que “serão tomadas medidas apropriadas contra todos os envolvidos”, sem detalhar quais. A foto foi compartilhada pelo jornalista libanês Younis Tirawi e mostra o ato em Debel, município de maioria cristã no distrito de Bint Jbeil, perto da fronteira com Israel.

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