O governo do Japão aprovou nesta terça-feira, 21, uma revisão ampla nas regras de exportação da área de defesa. Com isso, o país abre caminho para vender ao exterior armamentos letais, como caças, mísseis e navios de guerra.
Regras novas deixam Japão vender caças, mísseis e navios após décadas
Até agora, Tóquio limitava as exportações a cinco categorias. Eram equipamentos de resgate, transporte, vigilância, alerta e varredura de minas.
As novas diretrizes permitem vender praticamente qualquer tipo de equipamento militar. A venda passa a depender de aprovação do governo e de regras sobre reexportação e compras ligadas à Carta das Nações Unidas.
Sanae Takaichi diz que parceiros ajudam na defesa e China critica a medida
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou em uma publicação no X, antigo Twitter, que nenhum país protege sozinho a paz e a segurança. Ela disse que são necessários parceiros que se apoiem mutuamente também em termos de equipamentos de defesa.
A iniciativa faz parte de uma estratégia para fortalecer a indústria nacional de defesa e ligar o Japão a cadeias globais de suprimentos militares. O governo também cita a intenção de dissuadir ameaças da China.
Pequim declarou estar “seriamente” preocupada com a medida. O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Guo Jiakun, disse que a ação representa uma militarização “imprudente” de Tóquio.
China diz que vai resistir e Takaichi reafirma compromisso pacifista
A China afirmou que a comunidade internacional, incluindo a China, vai ficar “altamente vigilante” e vai resistir à nova militarização do Japão.
Takaichi também negou mudanças no compromisso do Japão com o caminho pacifista. Ela declarou: “Não há absolutamente nenhuma mudança no nosso compromisso com o caminho e os princípios fundamentais que seguimos como uma nação amante da paz por mais de 80 anos desde a guerra”.
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