A família do ministro do STF Alexandre de Moraes entrou na Justiça de São Paulo com ação de danos morais contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. O pedido cobra R$ 60 mil por declarações feitas em entrevista.
Processo mira fala do relator da CPI sobre suposto envolvimento com o PCC
A ação foi protocolada na Justiça de São Paulo por Viviane Barci de Moraes e pelos filhos Giuliana e Alexandre Barci de Moraes.
O grupo diz que Vieira acusou a família, durante uma entrevista, de receber dinheiro do PCC, facção citada no processo.
Pedido busca perda de imunidade e indenização total de R$ 60 mil
Na petição inicial, a família sustenta que as acusações feitas por Vieira são “fraudulentas” e que a fala teria atingido a honra e a imagem da família.
O processo transcreve dois trechos da entrevista em que o senador menciona apurações sobre recursos do PCC e circulação de recursos entre grupos criminosos e familiares de ministros, citando Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
A ação pede que Vieira perca a imunidade parlamentar. O pedido inclui arbitramento de R$ 20 mil de danos morais para cada autor, totalizando R$ 60 mil.
Senador diz que fala não existe e CPI citou Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes
Alessandro Vieira compartilhou nas redes sociais o recebimento da carta de citação. Ele disse que a declaração citada no processo “não existe”.
Vieira afirmou que, ao falar de grupo criminoso que teria pago familiares, estava se referindo ao Banco Master.
O relatório final da CPI do Crime Organizado, no qual Vieira foi relator, indicou três ministros do STF: Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O documento pediu investigação junto à PGR por causa do gesto mencionado contra Vieira, mas não foi aprovado.
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