André Mendonça diverge e vota para manter lei do ES que dá aval dos pais em temas de gênero nas escolas

O ministro André Mendonça abriu divergência e votou para manter uma lei do Espírito Santo que permite que pais impeçam filhos de participarem de atividades sobre gênero e diversidade sexual nas escolas. A decisão importa porque o tema foi levado ao plenário virtual do STF e ainda depende dos votos dos demais ministros.

Votação no STF discute se lei do Espírito Santo pode limitar atividades sobre gênero

André Mendonça divergiu da relatora, a ministra Cármen Lúcia.

Cármen Lúcia disse que a lei é inconstitucional e citou regras da Constituição sobre igualdade e liberdade de expressão.

Mendonça diz que lei não proíbe atividades e dá direito de escolha a pais

Ele afirmou que não concorda com os apontamentos de Cármen Lúcia.

Segundo Mendonça, a lei não proíbe as atividades, mas dá aos pais o direito de opinar sobre a participação, “sem prejuízo de sua realização para os demais alunos”.

Mendonça também mencionou que a Constituição coloca a família como base da sociedade e citou o dever dos pais de assistir, criar e educar os filhos menores.

Plenário virtual segue até 11 de maio com votos dos outros ministros

O debate acontece no plenário virtual do STF.

Até o momento, só Cármen Lúcia e Mendonça se manifestaram, e os demais terão até o final do dia 11 de maio para depositarem seus votos.

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