A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (05) o deputado estadual Thiago Rangel (Avante). A PF diz que a evolução do patrimônio dele chama atenção e liga o caso a operações sobre postos e contratos.
Polícia Federal prende Thiago Rangel em nova etapa da Operação Unha e Carne
Thiago Rangel foi preso por suspeitas de envolvimento em um esquema de contratações na rede estadual de educação.
A PF também cumpriu outros seis mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na ação.
Salário de R$ 1 mil em 2014 e patrimônio declarado de R$ 1,9 milhão antes da eleição
Segundo a investigação da PF, Rangel tinha um salário de R$ 1 mil em 2014, quando trabalhava como motorista.
O deputado declarou um patrimônio de R$ 1,9 milhão em bens durante a campanha para deputado. No ano de 2020, ele havia declarado R$ 224 mil em bens.
A PF aponta mudanças ligadas ao número de postos de combustíveis com participação. Em 2020, ele disse ter apenas uma participação de R$ 60 mil em um posto. Em 2022, ele declarou 18 postos de combustíveis como bens, no segundo ano de mandato como vereador.
Busca em 2024 na PF e mandados na Alerj e em cidades do estado
Em 2024, quando já era deputado, Rangel foi alvo de busca e apreensão em uma operação da PF contra um esquema de lavagem de dinheiro em postos de Campos e direcionamento de contratos.
Os mandados nesta terça foram cumpridos na Alerj e em endereços da capital, de Campos, de Miracema e de Bom Jesus do Itabapoana.
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