Nesta segunda (11), Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, oficializou a criação da Secretaria da Mulher e nomeou Bia Pacheco para comandar a pasta. A mudança altera o destino de competências que antes ficavam na Casa Civil.
Nova Secretaria da Mulher e Políticas Inclusivas passa do modelo da Casa Civil
Por decreto no Diário Oficial, a Secretaria da Mulher e Políticas Inclusivas vai assumir as competências da antiga Subsecretaria de Políticas Inclusivas. A subsecretaria fazia parte da estrutura da Casa Civil.
O governo diz que a unificação junta a gestão de projetos voltados a mulheres com ações dedicadas a pessoas com deficiência.
Bia Pacheco assume a pasta após período de afastamento ligado a investigação
Bia Pacheco liderava a subsecretaria antes da mudança e trabalhava na área de inclusão há cerca de 20 anos. Ela também é irmã do atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Márcio Pacheco.
Em 2023, investigações de nepotismo marcaram o caso. Na época, Bia nomeou o próprio marido, Victor Bressan, e a cunhada Fabiulla Bressan também trabalhava na Casa Civil. O grupo foi exonerado após o Ministério Público do Rio (MPRJ) anunciar que ia investigar, e Bia voltou a ser nomeada seis meses depois.
Transferência de servidores e programas como “Empoderadas” continuam na nova estrutura
A reestruturação também inclui transferência e readequação do quadro de servidores em comissão para a nova estrutura. O objetivo citado é manter a continuidade de parcerias e termos de colaboração já existentes.
O governo aponta que a nova pasta vai gerir programas como o “Empoderadas”, voltado a mulheres vítimas de violência, e o Programa Trabalho Protegido na Adolescência (PTPA).
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