Relatório da inteligência dos EUA diz que China cresce vantagem durante guerra no Irã

Um relatório confidencial de inteligência americana concluiu que a China aumentou sua vantagem estratégica sobre os Estados Unidos durante a guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro. A informação foi divulgada pelo The Washington Post, com base em dois funcionários dos EUA que tiveram acesso ao documento.

Crise no Oriente Médio vira ferramenta para Pequim, diz documento citado pelo jornal

O relatório avaliou que Pequim aproveitou a guerra no Oriente Médio para fortalecer sua influência internacional.

O texto liga esse avanço a ações comerciais e energéticas feitas enquanto Washington se desgastava na região.

Documento cita vendas de armas no Golfo Pérsico, apoio energético e uso de munições americanas

A análise aponta que a China vendeu armamentos a aliados dos EUA no Golfo Pérsico. Esses aliados queriam reforçar a defesa de bases militares e instalações petrolíferas diante dos ataques iranianos.

O relatório também menciona o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã. Com cerca de 20% do petróleo mundial passando pela rota marítima, países enfrentaram dificuldades energéticas, e a China ofereceu apoio no fornecimento de combustível e em tecnologia de energia renovável.

O texto ainda destaca que a guerra consumiu grandes quantidades de munições americanas, incluindo sistemas de defesa Patriot, interceptadores THAAD e mísseis Tomahawk. O desgaste preocupa aliados como Taiwan, Japão e Coreia do Sul, que temem redução da capacidade militar dos Estados Unidos em um confronto com a China na região.

Pentágono e Casa Branca rebatem; relatório sai enquanto Trump viaja à China

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que as declarações sobre mudança no equilíbrio global de poder para outra nação, que não seja os Estados Unidos, são “fundamentalmente falsas”.

A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que os EUA “dizimaram as capacidades militares do regime iraniano em 38 dias” e citou o bloqueio naval como um dos mais bem-sucedidos da história. A divulgação ocorre quando o presidente dos EUA, Donald Trump, realiza uma viagem de dois dias à China.

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