O Irã usou criptomoedas para contornar sanções econômicas e movimentar bilhões de dólares, segundo reportagem do The Wall Street Journal. A investigação diz que a Binance virou uma das principais vias financeiras do regime.
Criptomoedas entram no lugar de pagamentos bloqueados por sanções
O governo do Irã enfrenta sanções de países ocidentais.
De acordo com o The Wall Street Journal, o regime recorre a criptomoedas para transferências que sustentam a compra e o comércio, mesmo com as restrições.
Babak Zanjani e operações com petróleo para compradores chineses
O jornal informa que a Binance aparece como a via usada para transferências, com destaque para pagamentos de compradores chineses de petróleo iraniano.
A reportagem cita cerca de US$ 850 milhões em transações feitas por meio de contas vinculadas ao empresário Babak Zanjani e a pessoas próximas.
O The Wall Street Journal também menciona que, no ano passado, o banco central do Irã teria movimentado US$ 107 milhões em criptomoedas para contas na Binance, e que o volume entre 2024 e 2025 chegaria a cerca de US$ 260 milhões.
Binance diz que aplica tolerância zero e promete reduzir risco em compliance
Em nota ao The Wall Street Journal, a Binance afirmou que as informações da reportagem são “imprecisas”.
A empresa declarou que adota uma política de “tolerância zero para atividades ilícitas” e disse que reformulou seu programa de compliance em 2024.
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