O primeiro-ministro britânico Keir Starmer enfrenta uma crise depois de o Partido Trabalhista perder 1 500 assentos em eleições municipais e regionais. A pressão aumentou e mais de noventa deputados passaram a defender a renúncia dele.
Parlamentarismo em xeque com troca de apoio para extremos no Reino Unido
O parlamentarismo nasceu na Inglaterra em 1688 para diminuir o poder absoluto dos reis. Desde então, o sistema britânico passou a mostrar sinais de que precisa ser repensado para lidar com a complexidade atual.
Nos últimos seis anos, cinco primeiros-ministros ocuparam a Downing Street e perderam força na cadeira. O texto liga esse desgaste ao aumento de populistas e à mudança no apoio do eleitorado.
Derrota eleitoral, migração de eleitores e apoio a Nigel Farage
Nas eleições recentes, o Partido Trabalhista perdeu 1 500 assentos para duas agremiações. O cenário fica distante do bipartidarismo de antes.
O texto diz que parte do eleitorado progressista de Londres foi para o Partido Verde. Outra parte da classe trabalhadora, que se sentiu posta de lado, foi para a direita radical associada a Nigel Farage e ao Reform UK.
Com o recuo trabalhista, mais de noventa deputados passaram a agitar bandeira em favor da renúncia de Starmer. Quatro ministros debandaram do governo.
Quem pode assumir e a data do pleito suplementar em 18 de junho
Com a crise, Starmer segue dizendo que vai lutar e que quer provar que seus críticos estão errados. Entre os nomes mais citados estão Wes Streeting, Angela Rayner e Andy Burnham.
O texto aponta um obstáculo para Andy Burnham por causa do cargo de deputado, mas diz que esse bloqueio foi removido com um pleito suplementar marcado para 18 de junho. A disputa será contra um quadro do Reform UK.
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