SpaceX aumenta até 5 vezes preço da Starlink para drones dos EUA na guerra contra o Irã, diz Reuters

A SpaceX, de Elon Musk, elevou em até cinco vezes o custo da Starlink, serviço de internet via satélite usado por drones militares dos Estados Unidos na guerra contra o Irã. A decisão gerou atritos com o Pentágono e colocou em foco a dependência dos EUA da rede do empresário.

Preço da internet via satélite vira ponto de atrito entre SpaceX e Pentágono

O impasse apareceu depois do início da campanha militar americana contra o Irã, em 28 de fevereiro. A Reuters relata que executivos da SpaceX defenderam que as Forças Armadas americanas pagavam menos do que deveriam pelo uso militar da Starlink em drones de ataque LUCAS.

A reportagem também cita negociações para levar internet à população iraniana durante apagões de comunicação impostos pelo governo local. Dentro do Departamento de Defesa, cresceu a preocupação com a falta de alternativas à Starlink.

De cerca de US$ 5 mil para US$ 25 mil por terminal: mudança aceita pelo Departamento de Defesa

Até então, o governo americano pagava cerca de 5 mil dólares por conexão de terminal usada nos equipamentos. A SpaceX disse que o tipo de operação exigia um serviço mais sofisticado e levou o valor para aproximadamente 25 mil dólares por terminal.

As autoridades americanas chegaram a argumentar que a cobrança maior foi feita para aeronaves convencionais e não para drones kamikazes, que usam conexão via satélite por minutos ou poucas horas. Mesmo com objeções, o Departamento de Defesa aceitou o reajuste, e a Reuters aponta que documentos revisados mostram que a mudança quase dobrou o custo operacional de cada unidade do drone LUCAS.

Musk nega detalhes e Departamento de Defesa diz que busca mais concorrência

Elon Musk contestou as informações no X e chamou o conteúdo de “falso”. Ele afirmou que o sistema civil da Starlink teria sido usado de forma inadequada para fins militares e disse que existe uma rede separada, a Starshield, voltada para operações do governo americano.

O Pentágono também rebateu partes da reportagem. Em nota, o Departamento de Defesa disse que busca ampliar a concorrência no mercado de comunicação via satélite.

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