Infantino diz que tentou resolver corte de árbitro da Somália após barrar entrada nos EUA

Gianni Infantino, presidente da Fifa, chamou de “lamentável” o caso do árbitro Omar Artan, da Somália, cortado da Copa do Mundo depois de ter a entrada nos Estados Unidos negada. Ele disse que tentou resolver o incidente, mas não conseguiu.

Infantino comenta episódio e diz que Fifa não manda em governos e forças policiais

Infantino falou em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 10.

Ele afirmou que tentou “resolver” o caso de Omar, mas disse que não dá para controlar tudo. O dirigente também declarou que a Fifa não pode “mandar em governos e forças policiais”, porque é uma organização esportiva.

Omar Artan foi detido em Miami, voltou à Somália e teve nome retirado do quadro

Vinculado à Fifa desde 2018, Artan era um dos árbitros mais respeitados no futebol africano. Ele foi eleito Árbitro do Ano pela confederação do continente no ano passado.

Artan desembarcou no Aeroporto Internacional de Miami no sábado, 6. Ele foi detido pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA e barrado por “questões de verificação”. Mesmo com visto válido, ele retornou à Somália por não conseguir entrar nos Estados Unidos.

Dois dias depois, a Fifa retirou o nome de Artan do quadro de árbitros.

Outros episódios citados mostram restrições e exigências durante torneios

O texto também menciona questionamentos de torcedores sobre a escolha dos EUA como sede, citando episódios anteriores envolvendo seleções. As autoridades americanas aparecem com restrições a atletas e membros de comissões técnicas.

Entre os exemplos citados estão o atacante Aymen Hussein, do Iraque, que ficou sete horas sendo interrogado no aeroporto O’Hare, em Chicago, antes de entrar no país. O artigo também diz que a seleção do Uzbequistão, comandada pelo italiano campeão do mundo Fabio Cannavaro, passou por revista com cães farejadores e detectores de metais na chegada.

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