Brasileiros nos EUA: empreender supera barreiras e cresce com franquias

Brasileiros que vão para os Estados Unidos para empreender enfrentam regras, concorrência e custos, mas parte deles consegue abrir negócios e crescer. O movimento aparece nos números das franquias brasileiras e em histórias de quem instalou empresas em cidades americanas.

Empreendedores veem os EUA como saída do “labirinto” burocrático do Brasil

Os brasileiros que cruzam a fronteira em direção aos Estados Unidos buscam abrir oportunidades em um lugar mais próspero. Os dados citam uma estimativa de 2 milhões de pessoas hoje, entre legalizados e quem tenta conseguir o visto de residência para se estabelecer.

Ao abrir negócios em cidades americanas, muitos deixam para trás a burocracia do Brasil, descrita como difícil de entender e que trava o ímpeto empreendedor. Depois do desembarque, entra uma etapa de adaptação às regras do dia a dia e ao nível de concorrência.

Franquias brasileiras cresceram 37% em 2025 e chegam a 4 200

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) informou um salto de 37% em 2025 nas franquias brasileiras, chegando a 4 200. O texto liga a mudança ao cenário no Brasil, em que uma parte viajou uma década atrás, quando não havia um horizonte econômico favorável.

Mesmo com o caminho aberto, o período inicial cobra ajustes. O artigo cita o caso de Eduardo Morita, 56 anos, que abriu a Promart, uma aceleradora de franquias, em Orlando, e diz que prestava serviço para ajudar pessoas que sofriam com formulários e certidões.

O risco também aparece nas contas. A matéria estima que oito de cada dez brasileiros que vão aos Estados Unidos para investir acabam fechando as portas em cinco anos, e traz exemplos de problemas com custos e operação, como o preço da madeira, que encareceu e levou Igor Rodrigues, 49 anos, dono da HomePro, a encomendar da China após ter usado mais a madeira vinda do Brasil.

Tarifas e regras trabalhistas entram no planejamento de quem quer abrir negócio

O texto menciona o impacto do vai e volta das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. A mudança afeta empresários, inclusive brasileiros que fazem a América, que precisaram ajustar o preço de matérias-primas e a forma de comprar.

Para quem está montando a empresa, a matéria também aponta diferenças trabalhistas e tributárias. Marcelo Riveiro, 56 anos, diz que os encargos seriam menores e cita a abertura, em 2019, da primeira filial do Boteco do Manolo na Flórida, com metas de expandir telões para atrair turistas na fase da Copa.

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