PL do Rio enfrenta disputa por transferência de votos de 2022 para a Câmara

O PL do Rio pode perder parte dos votos de 2022 ao tentar transferir esse eleitorado para a nova chapa de deputados federais. A mudança na disputa acontece enquanto o partido lida com saídas de nomes e busca formar uma bancada maior para o próximo ciclo.

Maior votação de 2022 vira problema na montagem da nominata

Em 2022, o PL da família Bolsonaro teve no Rio a maior votação para a Câmara dos Deputados. Agora, o partido tenta levar o “reservatório eleitoral” para os novos candidatos, mas mudanças dentro do grupo abrem espaço para dúvidas.

Parte dos eleitos e cotados pode disputar outros cargos, e isso altera a disputa da próxima eleição. Com a transferência dos votos para a nova lista, o resultado depende de quem permanece na nominata.

Saídas, trocas e número total de votos que podem deixar a disputa

Altineu Côrtes, presidente estadual do PL, está de olho numa vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Ele conquistou 167.512 votos e foi o segundo do partido na última eleição.

Hélio Lopes, popularmente conhecido como Hélio Negão, ficou com 132.986 votos, mudou o domicílio eleitoral e vai disputar uma vaga no Senado em Roraima. Carlos Jordy, se for transferido para o Senado, levanta dúvidas sobre os 114.587 votos, e também sobre quanto isso manteria o apoio para Laís, hoje presidente do PL Mulher Niterói.

Luciano Vieira teve 84.942 votos no pleito de 2022, foi para o PSDB. Luiz Lima, com 69.088 votos, foi para o Novo. Ramagem, com 59.170 votos, foi cassado e está foragido. Somando todos os que deixaram (ou podem deixar) a disputa, são 628.285 votos.

O que o partido mira para a bancada e quem ainda aparece como base

O PL projeta aumentar a bancada para algo entre 12 a 14 deputados federais e, segundo outra expectativa citada no texto, até 18. Em outra projeção, a lista pode cair para oito.

Entre os 11 federais eleitos pelo PL do Rio, o texto aponta que só restariam General Pazuello (205.324 votos); Soraya Santos (130.379); Roberto Monteiro Pai (94.221); Sóstenes Cavalcante (65.443); e Chris Tonietto (52.583). O partido também cita candidatos como o vereador Rafael Satiê e nomes ligados à Segurança Pública, como o coronel Fernando Príncipe e Nei Machado, mais conhecido como Batata da Madsen ou Sargento Batata.

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