Acordo EUA-Irã ainda recebe críticas e mantém pontos sem resposta

O acordo entre EUA e Irã para voltar a uma situação parecida com a de antes da guerra já sofreu críticas de vários lados, inclusive em Israel e no Partido Republicano de Trump.

O tema pesa para a economia e a política da região, porque Teerã mantém influência no Estreito de Ormuz, que afeta o transporte global de petróleo e gás.

Acordo busca retorno ao cenário de 28 de fevereiro, mas a guerra deixa marcas

O acordo deve restabelecer uma situação próxima à que existia antes do início da guerra em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques que mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Segundo o texto, o conflito deixou milhares de mortos e mudou a realidade geopolítica.

Irã mantém programa de mísseis, apoio a grupos e urânio altamente enriquecido

Parte dos objetivos declarados pelos dois países ao iniciar a guerra ficou sem resposta.

O Irã mantém um programa de mísseis, segue apoiando grupos armados na região como o Hezbollah e preserva um estoque de urânio altamente enriquecido para o seu programa nuclear.

O texto diz ainda que o filho de Khamenei assumiu como novo líder supremo e que a aprovação dele foi condição necessária para o Irã assinar o acordo.

Israel e Republicanos criticam termos; Teerã exigiu combate no Líbano e fundos congelados

As críticas ao acordo vieram do governo israelense, que se opôs publicamente aos termos negociados.

O texto aponta resistência de membros do Partido Republicano de Trump, que disseram que o acordo não representava avanço em relação ao acordo nuclear iraniano firmado em 2015, do qual Trump se retirou no primeiro mandato e que ele ainda classifica como “ruim”.

Do lado iraniano, o governo queria que o acordo abrangesse também os combates no Líbano e buscava a liberação de bilhões de dólares em fundos congelados.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.