O G7 pediu um cessar-fogo imediato no Líbano em uma carta conjunta nesta quarta-feira, 17. O pedido chega junto com um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, mas o texto não cita Israel.
G7 cobra cessar-fogo e diz apoiar desarmamento do Hezbollah
No texto, os líderes do G7 dizem apoiar, com um cessar-fogo imediato e robusto, os esforços da liderança libanesa. Eles citam o desarmamento do Hezbollah, o fim do monopólio de armas e a proteção da integridade territorial e da soberania do Líbano.
O grupo também destaca que o objetivo inclui garantias de segurança internacional adequadas.
Carta menciona acordo EUA-Irã e fala em tráfego marítimo no Estreito de Ormuz
O G7 afirma que o acordo entre Estados Unidos e Irã foi alcançado sob a liderança do presidente (Donald) Trump. O texto diz que o acordo dá uma oportunidade histórica para impedir que o Irã adquira qualquer arma nuclear e para enfrentar ameaças ligadas a atividades regionais e balísticas.
A carta cita ainda que uma força multinacional liderada pela França e pelo Reino Unido pode ajudar a retomar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O grupo completa dizendo que a navegação ficou severamente afetada pelo conflito.
Apesar disso, a carta não cita Israel, país que trava uma guerra em solo libanês contra a milícia radical Hezbollah.
Teerã diz que Israel já violou a trégua e ONU aponta queda no número de projéteis
Segundo Teerã, que liga o acordo com os EUA ao cessar-fogo no Líbano, Israel já teria violado a trégua dezenas de vezes. O comandante do quartel-general central Khatam al-Anbiya afirma que Israel será responsabilizado se manter ofensivas no sul do Líbano.
O porta-voz das Nações Unidas, Stephane Dujarric, disse que o número de projéteis disparados entre as forças israelenses e o Líbano caiu para 174 no domingo. Ele comparou com 705 no domingo anterior e informou que, dos 174, 169 foram atribuídos a Israel e cinco ao Hezbollah.
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