Queda no efetivo da PF durante Moro vira munição para disputa eleitoral no Paraná

A gestão do senador Sérgio Moro (PL-PR) no Ministério da Justiça, no governo Jair Bolsonaro, coincidiu com uma queda histórica no quadro de pessoal da Polícia Federal. A instituição chegou ao menor efetivo em quatorze anos.

Dados do PEP mostram redução no quadro da Polícia Federal no período de Moro

As informações vieram do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), gerido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O painel registrou a quantidade de servidores ativos da Polícia Federal ao longo do período.

Quando Moro assumiu a pasta em janeiro de 2019, a Polícia Federal tinha 13.478 servidores ativos. Em abril de 2020, quando ele anunciou a saída do Ministério da Justiça, o número caiu para 13.356.

Queda foi de 122 servidores e adversários usam o dado na disputa pelo Paraná

O recuo de 13.478 para 13.356 representa 122 servidores a menos no registro do painel. No anúncio da saída, Moro afirmou que o então presidente tentava interferir politicamente na PF.

Agora, em outubro, o senador vai tentar migrar de poder e buscar um cargo de chefia estadual no governo do Paraná. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto no estado até o momento.

Debates em outubro devem enfrentar críticas sobre efetivo menor na PF

Nas disputas, Moro vai precisar responder a questionamentos sobre o contingente inferior na principal instituição responsável pelo combate à corrupção e ao crime organizado. Ele também quer mostrar que esse número foi apenas uma oscilação natural do funcionalismo público.

Segundo o texto, o fortalecimento das polícias segue como uma das bandeiras citadas por Moro para ocupar o Palácio Iguaçu.

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