Um tribunal de apelações na França confirmou, nesta terça-feira, 7, a condenação de Marine Le Pen por desvio de verbas ligadas ao Parlamento Europeu. A decisão também abriu caminho para que ela concorra à Presidência em 2027.
Condenação é confirmada, mas inelegibilidade cai para 45 meses
O tribunal confirmou a condenação da líder da extrema direita. Ao mesmo tempo, reduziu o período de inelegibilidade para 45 meses.
Desses 45 meses, 30 já foram cumpridos. Com isso, a corte aponta que Le Pen pode ocupar cargos públicos em 15 meses e lançar candidatura em 2027.
Tornozeleira eletrônica e multa de 100 mil euros fazem parte da decisão
A Justiça determinou que ela use tornozeleira eletrônica. O tribunal também fixou uma pena de três anos de prisão, mas suspendeu dois deles e deixou o último em regime aberto.
Marine Le Pen terá de pagar uma multa de 100 mil euros, que a matéria cita como mais de R$ 587 mil. Em declarações anteriores, ela disse que não disputaria o Palácio do Eliseu enquanto estivesse sob monitoramento eletrônico.
O texto informa que Le Pen ainda não se pronunciou sobre o novo veredito e o futuro na corrida eleitoral. Caso ela não se candidate, Jordan Bardella, atual presidente do Reagrupamento Nacional, é apontado como nome para substituí-la.
Acusações incluem desvio para assistentes e alerta de 2015 no caso
Em março do ano passado, Le Pen e outros membros do partido foram condenados por desviar verbas destinadas a assistentes parlamentares do legislativo da UE. O esquema teria sido liderado entre 2004 e 2016 em violação às regras do bloco.
Segundo os juízes, parte dos fundos foi para a própria sigla de Le Pen, então chamada de Frente Nacional. O processo começou após um alerta feito em 2015 por Martin Schulz, então presidente do Parlamento Europeu.
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